Tirando as teias de aranha

Quanto tempo que não venho aqui. Ando sem inspiração nenhuma pra escrever sobre qualquer assunto que seja, mas é muito bom saber que algumas pessoas ainda se interessam em vir aqui. Adoro todas vocês.

A vida continua mais ou menos. Logo depois do Natal, minha irmã adolescente e duas amigas da escola chegaram aqui em casa e ficaram até ontem. No início eu estranhei a bagunça na casa, a barulheira, mas hoje estou sentindo falta. Como é dura a vida de uma expatriada!

O Thomas está um moleque: um belo dia as meninas vieram correndo com uns papéis nas mãos “Lú! Lú! Olha o que o Thomas escreveu!”. Num papel ele escreveu “HAT” e no outro “I – coração – pessoa” ou I love you. Meu filho escreveu a primeira frase, ainda que por símbolos. Ficamos todos maravilhados. Agora, o que o chapéu tem a ver com as calças, já não sei. Ele também aprendeu a cantar “Se ela dança, eu danço”, do MC Leozinho que está fazendo sucesso no Brasil agora.

Esse mês que passou me fez uma infusão forçada de todos os gêneros musicais que não tinha contato há muito tempo. Meu vocabulário até mudou um pouco e espinhas apareceram na minha casa. O nível de estrógeno estava tão alto nessa casa que eu poderia jurar que o Robert ía cair no choro ao ver “Monalisa Smile”. Mas ele logo se endireitou e foi na casa do vizinho assistir a um jogo de futebol e tomar uma cerveja pelo gargalo.

— to be continued —