O jornal tá caro, caro pra chuchu…

O espírito de Natal tá fraquinho, fraquinho aqui em casa. A coisa já não começou muito bem quando eu montei a árvore no final de semana de ação de graças. Pela primeira vez, a árvore ficou na sala da parte de trás da casa, e não na sala de estar. Nos outros anos, ela ficava lá, lindona, na frente da janelona que dá pra rua para que todos pudessem ver. Especialmente para o meu deleite já que passo a maior parte do tempo naquela sala.

E esse ano, porque eu mudei a posição dos móveis, ficaria impossível arrumar espaço no mesmo lugar. Então ela ficou confinada, esquecida, perto da cozinha. Eu sempre olho pra ela, mas já não suspiro como costumava. Eu não sei explicar, mas em vez de eu ficar animadíssima, eu olho pra ela e sinto pena.

A mesma coisa pra noite de Natal. Aqui em casa todo mundo já abriu os presentes antes do tempo. O meu, uma cafeteira de expresso Barista do Starbuck’s, já esta sendo usado diariamente há umas duas semanas; o presente do Thomas foi aberto num momento de desespero quando estávamos sem luz e eu precisava entreter o menino naquela escuridão; o do Robert vai ser um xbox, mas ele já sabe o que é, então não vai ter surpresa nenhuma.

Será que viramos uns Grinches e acabamos com o Natal?

Vou comprar um outro presente pro Thomas. OutroS. Pequenos, pra ele ter o prazer de abrir na véspera do Natal, ou na manhã de Natal como fazem por aqui. Ele está esperando tanto pelo Papai Noel que se eu simplesmente aparecer com presentes debaixo da árvore ele vai se perguntar em que momento do dia o Papai Noel apareceu. Talvez seja mais legal deixar ele acordar e ir correndo pra sala abrir os presentes.

E o cardápio pra noite de Natal está meio capenga. Não sei o que fazer e tenho raiva de quem sabe. Acho que vou fazer um bacalhau (ou bolinhos de), uma perna de carneiro e talvez um presunto. Mas não estou empolgada, sei lá. Tenho que ir no mercado reabastecer a geladeira e comprar essas coisas pro Natal, mas eu estou aqui de camisola às 11:30 da manhã.