O charme pós-grunge de Seattle

Juliana Braga – Globo Online

SEATTLE – Na década de 90, Seattle ganhou destaque em todo o mundo devido à onda de rock alternativo surgida na cidade. O
movimento grunge passou, mas a capital do estado de Washington, localizada a cerca de três horas de Vancouver
(Canadá), mantém seu charme. Nas ruas, ainda é possível ver conjuntos e cantores se apresentando nas esquinas. Mas dez anos
após a morte de Kurt Cobain, vocalista e guitarrista do Nirvana (maior expoente grunge), Seattle volta a ser mais conhecida
como a cidade-base das empresas Microsoft e Boeing, que podem ser visitadas pelos turistas, e por sua maior atração
turística: a torre Space Needle, ou agulha espacial em bom Português.

Da torre de 184 metros é possível ter um panorama da cidade, que recebeu o nome de Seattle em homenagem ao chefe indígena
Sealth, que se tornou aliado dos colonizadores que chegaram à região em 1850. No local, há também dois restaurantes, uma boa
pedida para quem quer ter um almoço ou jantar apreciando a bela vista da chamada “cidade da Esmeralda”, como Seattle foi
apelidada devido às suas muitas áreas verdes.

Há ainda outro ponto onde é possível apreciar a vista da cidade: a Torre Smith. O primeiro arranha-céu de Seattle conserva
seus elevadores de 1914. O melhor local para apreciar a paisagem é o salão chinês do 35º andar, decorado com peças autênticas
da China.

Mas nenhuma visita à cidade é completa sem um passeio pelo tradicional Pike Place Market. Neste mercado, é possível
encontrar os mais diversos frutos do mar, frutas e suvenires. Em frente a ele está um ponto turístico 100% americano: a
primeira loja da Starbucks, uma rede de café tão famosa nos EUA quanto o McDonald’s.

Vale ainda conferir o Museu de Arte de Seattle (SAM, na sigla em inglês), criado pelo arquiteto Robert Venturi e
inaugurado em 1991. Na cidade, está também o Museu do Vôo, que conta a História da Aviação.