Não fale de comida perto de mim

Minha mãe ficou falando tanto nos crepes maravilhosos que eles comeram na festa dos aniversários da minha tia e do meu irmão, que eu tive que comentar com o Rob que eu agora *precisava* comer crepe. O gostinho tava na minha boca o dia inteiro. Ele aceitou na hora e disse que ía passar no mercado e ele mesmo ía cozinhar. Ele cozinha bem e tem nos alimentado nos últimos meses, mas confesso que fiquei apreensiva com a estória do crepe. Procurei uma receita pra massa e lá foi ele fazer. “Não se preocupe!” disse ele. Disse que cresceu vendo a mãe fazendo uma sobremesa lituana de nome impronunciável que consiste da massa do crepe com recheio de ricota e blueberries. Ai, ai, ai. Todo mundo sabe que quando homem diz “não se preocupe” é quando você realmente precisa ficar preocupada.

Mas ele me surpreendeu. Fez com pedacinhos de frango de padaria (daqueles que desmancham na hora de cortar), tomates, cebola, queijo ou cream cheese e cebolinha picadinha. De sobremesa, tinha de banana com canela e açúcar e de morango com nutella, esse último devidamente devorado pela minha pessoa sem dó nem piedade. Nunca fiquei tão feliz depois do jantar!

Já que ele está indo tão bem, quem sou eu pra tirá-lo da cozinha, não?