Se tirassem uma foto da minha cama hoje de manhã, eu provavelmente colocaria num porta-retratos.

Fui a primeira a abrir os olhos, ainda meio zonza, e joguei meu braço pra abraçar o Robert. Só então percebi uns grunhidos vindos debaixo do edredon. Como o Thomas e a Chloe se enfiaram num espaço quase milimétrico eu não sei, mas está mais do que óbvio que precisamos comprar uma cama maior. A cena era a seguinte: Robert numa ponta virado pra beirada do colchão, roncando que era uma desgraça. Aí vem o Thomas, todo espaçoso, pernas e braços pra tudo quanto é lado. Chloe, coitada, de barriga pra cima, nem se abalou em ser amassada e nem abriu os olhos. E eu, com uma barriga que só dá pra dormir de lado, estava quase caindo da cama e praticamente sem travesseiro. Eu tive que cutucar o Robert pra ele ver a cena, o que foi bom, porque pelo menos começamos o domingo rindo.

E hoje faço 24 semanas de gravidez, que é uma data importante já que marca o ponto de viabilidade do neném. Ou seja, se ele nascesse hoje teria chances de sobreviver. O menino mexe bastante, acho que ele sofre de insônia, só espero que não nasça todo enrolado no cordão umbilical como foi o caso do Thomas. Vai ver terei dois jogadores de futebol? O que não tem mexido nada ultimamente é o meu estômago, que acha que é apenas repositório de comida e esqueceu de fazer a digestão, me fazendo rever o jantar logo antes do café da manhã. Por conta disso meus jantares têm (me recuso a tirar o acento) sido não depois de 6 horas da tarde e passo longe de carne depois do almoço. No entanto, tenho certeza que isso tudo era culpa do Omeprazol que eu estava tomado pra evitar o refluxo. Sinceramente, eu prefiro o refluxo.

É aquele negócio, se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

 

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