E as aulas começaram de novo…

Com o final do ano, terminou meu primeiro ano letivo. Agora não sou mais considerada caloura e sim sophomore, olha que chique. Eu ainda não me acostumei com o clima de estudo depois de passar praticamente o mês inteiro de dezembro na esbórnia (leia-se: ficando de pijama o dia inteiro vendo filmes e brincando de nerd), mas também sei que as minhas maiores crises (de qualquer coisa) acontecem justamente quando eu não tenho nada pra fazer.

Me manter ocupada basicamente significa paz para todos ao redor de mim. O maridão agradece.

Eu já estava entusiasmada com o fato de ter que comprar bisturis pra esse período de biologia. Êba, anatomia e fisiologia são coisas que eu adoro (e me fazem pensar duas vezes se microbiologia será uma escolha acertada) e também vai ter uma histologiazinha de leve só pra manter a criança aqui alegre. E por conta disso, lembrei o quão é importante ter acesso a imagens pra estudar em casa, ainda mais que nessa faculdade não tenho um anatômico a minha disposição. Ou seja, as peças estarão lá somente naquelas duas horinhas e depois babau.

Aí me lembrei da câmera que comprei no início do ano passado e segundo fontes, não está sendo usada o suficiente. Virei pra professora imediatamente e perguntei “E então, psora, posso trazer minha câmera pra tirar foto das paradas?” E ela toda entusiasmada: “claro, queridinha!” E eu: “Demorô! Meu marido vai me matar porque agora vou ter que comprar aquela lente macro que eu tanto queria…” E ela: “Quá Quá, vai se acostumando, meu marido me mata todos os dias”

Um tripé de mesa, um controle remoto (por causa das minhas mãos sujas, claro), e se eu pedir com carinho, quem sabe um ring flash? Ebay, aí vou eu!

E pra termimar: tenho uma amiga chinesa que até hoje me chama de Michele. E eu ainda não tive coragem de dizer pra ela que meu nome é Luciana. Ela me chama e eu olho, é hilário.