Booo pra vocês que adivinharam minha surpresinha!

Estamos esperando o terceiro (e último! 🙁 ) Svilpa. Ainda não sabemos se é menino ou menina. Como sempre, gostaria de pular os próximos meses e ir direto onde interessa, mas como sabemos a coisa não funciona assim tão facilmente. Eu realmente não sei se meu corpo gosta ou não de estar grávido – deve gostar porque nunca se manifesta pra expulsar o inquilino, mas eu tenho a minhas dúvidas porque ele me boicoteia do início ao fim.

E essa tem sido a minha pior gravidez. De longe. No segundo que aquele teste de farmácia deu positivo eu já estava passando mal (demorou muito mais com os outros dois), passei (e acho que ainda estou passando, mas estou beeem melhor) por uma depressão chatíssima que me deixou de cama (ou seria, de sofá?) por muitas semanas e não tenho conseguido comer nada.

Pra quem não conhece depressão, não significa tristeza necessariamente nem vontade de fazer loucuras. Comigo foi como se eu não estivesse vivendo a minha vida. Tudo ao meu redor estava e está indo maravilhosamente bem, mas eu não tinha interesse nas coisas que eu normalmente gosto, evitava sair com as amigas e não tinha disposição pra nada. E é uma coisa física, do tipo que você sabe exatamente o que você tem que fazer pra melhorar (exemplo, sair pra dar uma volta, fazer um exercício, sair com as amigas, etc) mas você fica paralizada, sem conseguir passar por aquela barreira. Nunca me senti triste – me sentia sim, sem perspectiva de me sentir melhor e isso me dava um certo medo. Da única vez que chorei era porque não aguentava mais me ver nessas “algemas” e queria me sentir normal de novo. E passar por isso com um neném de um ano em casa não foi fácil.

E tenho que dizer que a mobilização das amigas e até de amigas de amigas (que eu ainda não conheci pessoalmente, mas conversamos por email) foi de encher meu coração. Recebi muitos relatos de gente muito próxima que passou pelo mesmo que eu e de oferta incondicional de ajuda. E oferta de pão de queijo e carinho e ombro amigo e palavras de conforto, que eu nunca vou esquecer. Vocês sabem quem vocês são – muito obrigada!

Esses sintomas são razoavelmente normais em mulher grávida, mas eu obviamente estou achando muito MUITO extremo, especialmente se eu for comparar com o que eu passei antes. Meu médico velhinho acho tudo muito normal e eu juro que faço um exercício de auto-preservação todos os dias tentando acreditar que ele está certo.

Bom, estou mudando de médico.

Perdi um pouco de peso desde de que engravidei e estou me sentindo super fraca, como nunca me senti antes. Nenhuma comida me apetece – e algumas me dão ansia de vômito como leite (só frio! Mas no café com leite eu consigo tomar sem problemas), ovos, frutos do mar e peixe, comidas integrais, a maioria dos vegetais.. sobrou algo? Ah, sente o drama: não gosto mais de chocolate!!!

As vitaminas pré-natais não estão dando vazão aparentemente. Pelo menos eu sei que o bebê pega de mim tudo o que ele/ela precisa, e as vitaminas são pra mim primeiramente, então acho que preciso de uma vitamina turbo, alguém conhece? Estou tentando a semana inteira pegar o carro pra ir fazer um exame de sangue pré-natal, mas nunca me sinto em condições de dirigir ou sequer de me arrumar pra sair.  Já pedi pro Rob me levar amanhã de manhã, só assim mesmo.

Eu me olho no espelho e não me reconheço. Minha pele que ja é super branca, está feia, sem vida, sabe? Me olho e vejo muita palidez, os lábios rachados, os olhos vermelhos como se eu estivesse gripada… E pra piorar estou tendo um monte de cabelos brancos hahahah.

Mas.. pelo menos não tenho tido acne de gravidez, minhas unhas estão incrivelmente fortes – do outro dia uma unha comprida virou ao contrário (!!!) e não quebrou, nem rachou. Muito impressionante! Ah, e meus pelos (e talvez cabelo?) estão crescendo super lentamente, o que eu estou achando ótimo.

Agora o curioso: Estou com 16 semanas e já faz tempo que os ossos da minha pelve já começaram a estalar e a “deslizar”. Como assim, José? É a coisa mais bizarra do mundo mas, acredito eu, normal no terceiro trimestre. Agora, com 16 semanas, fala sério! E os mamás? Nada contra um certo enchimento, mas eu nunca fui afortunada nesse quesito (enquanto grávida), então estou achando engraçado que eles já estejam assim tão animados, tão cedo.

Então, mil desculpas pela falta de fotos, de notícias e dessas coisas que fazem um blog útil. Mas logo, logo estou mais normalzinha e volto com fotos/vídeos dos meus queridos (O Thomas de cabelo comprido encaracolado e o Lucas repetindo tudo o que eu falo, super tagarela) e muitas notícias boas que estão acontecendo todas ao mesmo tempo (pois é, ainda tem mais!!). Como essa vai ser minha última gravidez, vou tentar fazer um videolog de coisas pertinentes, eu não posso garantir nada por agora, mas não ía ser legal?

P.S. Esse post não foi pra assustar e nem pra preocupar – o pior já passou. Agora, só falta o enjoo (pois é, ainda enjoo 24h por dia) e a fraqueza passarem e tenho certeza que vou estar logo serelepe por aí. E ah, se for uma menina, alguém vai precisar me segurar pra não ir às compras todos os dias!

 

8 Responses to Boooo….

  1. Bom, é aquilo que eu já te falei por telefone e email, fique de olho! Meta da semana = fazer o exame de sangue. Vai lá Lu, você consegue, saia de casa! E pode deixar que se for menina as suas amigas vão também as compras para você, hehe 😉

  2. Ingrid Littmann says:

    Muitas felicidades para você e que venha com toda saúde do mundo.

    beijos

  3. Ingrid Littmann says:

    Não ache uma judiação não – esse comentário foi um pouco ofensivo pra mim já que mesmo tendo ficado em casa com o Thomas por 3 anos ele não falou nem uma coisa nem outra.
    Quando passei a trabalhar e estudar fora (ele com 3 anos) eu já estava desesperada pra ele falar qualquer coisa em qualquer lingua. Quando nos encontrávamos em casa somente de noite, ficava muito difícil sentar à mesa pra jantar e me dividir em inglês com o marido e em português com o Thomas. E mesmo que eu insistisse, não dava pra competir com as 8 horas que ele passava falando inglês na escola, sendo alfabetizado (onde eu tive que ajudar, inclusive a ler livros em inglês), e até na matemática.
    É uma pena que histórias como a minha a façam achar que só existe um jeito certo de criar os filhos brasileiros fora do Brasil, e qualquer outra maneira é “judiação”. Tenho certeza que existem muitas outras situações em que a mãe não tem capacidade de ter essa parte acertada desde o início – ou por toda a infância da criança – sejá pela parte financeira ou pela falta de tempo pra insistir no português, e nem por isso somos más mães.

    Luciana, gostei do seu comentário muito bom.

  4. Mieline says:

    Parabéns, mulher de coragem!!!! Eu adoro passar por aqui e ver as novidades e a sua galerinha crescendo, e sempre fico feliz com sua habilidade de levar tudo “na boa”. Deus a abençôe e fortaleça por toda sua gravidez até chegar mais um lindo bebezinho-jonhson no seu colo.

  5. Carla says:

    Será q não são dois?

  6. Marcia Aguiar says:

    Parabéns pelo terceiro herdeiro! Estou torcendo para uma menina, que como eu, única menina com dois irmãos, será a princesinha da casa.
    Eu sei exatamente o que você está falando sobre ficar paralisada por causa da depressão. Já tive vários episódios de depressão e tomo anti-depressivos regularmente (agora uma dose bem leve) e a sensação é exatamente o que você disse; parece que temos algemas nos prendendo e não conseguimos fazer nada. Eu não tenho filhos (tenho meus dois cachorros que dependem de mim), mas imagino como é difícil para você cuidar de dois filhos pequenos estando assim. Espero que sejam apenas os hormônios e que logo você melhore (tanto a depressão quanto enjoo). Força!
    beijos
    PS: adorei os cachinhos do Thomas!

  7. Fabiane de Araújo says:

    Lu, fiquei preocupada com o seu “sumiço”, mas não imaginei q vc estivesse passando por esses problemas… Fico feliz que o pior já tenha passado. Sei que vc é forte e guerreira e superará tudo; e ainda dará risadas da situação.
    Dá pra perceber, também, q vc tem muitas amigas queridas por aí que lhe darão forças. Mesmo de longe, conte comigo.
    PS.:Estou na torcida por uma linda menina.Qto às compras, só presa para resistir. É uma loucura!!!!rsrsrs
    Bjs

  8. Mariana Matos says:

    Que coisa estranha, lendo tudo isso – e com tanto atraso – me senti meio culpada de não ter sabido de nada e nem podido te ajudar de nenhuma maneira.

    Como você disse, sintomas de depressão são absolutamente normais durante a gravidez (e até depois dela). É claro que isso não ajuda em nada (não faz passar o que você está sentindo), mas é bom para saber que não está acontecendo nada de “anormal” com você. Por isso, eu sugiro que você faça as coisas no seu ritmo, não se cobre estar sempre bem ou sorridente… É uma coisa passageira (e que pelo visto já até passou), não é algo permanente, que possa fazer com que você não consiga mais levar sua vida como antes. De jeito nenhum.

    Com uma culpa enorme e a sensação de que estou dizendo tudo isso com um grande atraso, quero que você saiba que estou e você pode contar pro que quiser.

    Bjs,
    Mari

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