Ar fresco

Não é todo dia que eu me sinto inspirada, obrigada Colin Powell! Será que ele vai voltar à Casa Branca? 😉

Historicamente, o americano médio associa os republicanos com mais dinheiro no bolso e os democratas com mais programas sociais. Quem vota republicano, vota porque não acredita na redistribuição da riqueza e acredita que EUA só é o que é porque existe o incentivo para trabalhar mais e melhor. Quem vota democrata, vota porque acredita em um país de igualdade, onde saúde, por exemplo, é um direito de todos. Os dois modelos, ao meu ver, têm seus méritos e defeitos e nada é tão simples e polarizado como eu acabei de dizer.

Colin Powell, republicano, ex-secretário de Estado do Bush, conseguiu ser suscinto sem ser óbvio na sua avaliação dos dois candidatos e dos dois partidos. Isso, pra mim, resume o que eu e milhões (bilhões?) de pessoas que se importam com essas eleições pensam. McCain (assim como Hillary) conseguiu jogar por terra tudo de bom que construiu ao longo dos anos, quando resolveu partir para os ataques mais sórdidos sem prestar atenção no que realmente importa. É como a estória da lebre e da tartaruga, Obama persiste seguindo a passos curtos mas seguros, aparentemente acima de qualquer crítica, enquanto o outro partido se embola tentando conter o avanço. Suspeitei que esse seria o caso quando McCain escolheu Palin como vice e se confirmou quando a campanha de negatividade começou – falta muita clareza e perspicácia nesse tipo de escolha para uma campanha presidencial, baseada no menor denominador comum. Deviam ter aprendido quando Hillary falhou pelo mesmo motivo. A razão pela qual McCain ainda permanece relativamente alto nas pesquisas (embora com certa desvantagem) é por ser tipicamente e historicamente bem querido pelo povo, considerado herói nacional. Fosse outro candidato qualquer empenhado nessa campanha nojenta, já teria ído pra vala há muito tempo.

Agora é a hora que a lebre percebe que deve parar de comer cenoura na beira da estrada. O único problema é que a tartaruga já está quase lá.