Aniversários

Ainda falta muito pro meu próximo aniversário – dia 1 de dezembro – mas me peguei filosofando sobre a vida após escrever para uma querida amiga que acabou de ter o dela. Ou talvez eu tenha ficado impressionada demais com o filme que assistimos ontem de noite “The Sea Inside” ou Mar Adentro em espanhol (e possivelmente português).

Cheguei a conclusão de que não quero mais me felicitar simplesmente por ser meu aniversário, ou a comemoração do dia do meu nascimento. Eu fico tão presa àquela data como se realmente significasse alguma coisa diferente de, vamos supor, dia 2 de dezembro. Eu nunca “refleti” sobre a minha vida mais do que pensamentos superficiais como “oh meu deus, como estou velha, 30 anos” e realmente quem se lembra disso somente em um dia? Eu lembro toda vez que me olho nos espelho, oras . Um aniversário é somente isso: um dia que pra você é melhor do que todos os outros do ano.

Mas não pra mim agora. Agora significa o final de uma maratona. O dia que eu vou cruzar a linha de chegada após ter corrido contra ninguém. Pensar assim adiciona uma dose extra de stress pra minha vida porque, embora eu não esteja competindo contra alguém per se, eu ainda preciso cruzar aquela linha e avaliar se fiz uma boa corrida.

Eu acho que por enquanto eu tenho feito uma boa corrida, mas não sei obstáculos eu vou adicionar até o final do ano. Talvez todos, porque vai fazer aquele dia tão mais doce. Mas por mais que eu me programe, decida, previna, sempre tem aquela boa parte do futuro que teima em ser desconhecida até para os melhores planejadores. Então eu tenho duas pernas que me funcionam pra me levar até lá, mas também preciso ter consciência (e isso é o mais difícil) de que tenho tudo e mais do que preciso pra cruzar aquela linha, agora só tenho que fazer uma boa corrida. Porque ganhar não é tudo.