Estive cheia de provas e fazendo coisinhas em família e tudo ficou meio parado nessas últimas semanas. Mas algumas das minhas últimas:

1- pintamos o teto da sala de jantar de branco, deu uma melhorada considerável no ambiente. Ignore as muitas marcas na parede, estamos testando cores. Antes eu achava escuro mesmo com as 9 lâmpadas do chandelier acesas, agora, felizmente a luz reflete e clareia bastate. Tanto que a minha idéia era de mudar a cor das paredes dessa sala e agora estou em dúvida. Rob e eu resolvemos deixar cinza por enquanto, terminar a decoração toda dessa sala antes de decidir se queremos mudar ou não. Vamos fazer várias coisas essa semana pra preparar a casa pro Natal, então logo terei fotos mais legais: meus planos são de fazer uma credenza (um hack da Ikea!), comprar capas brancas pras cadeiras, pintar os corredores (o Rob já está pintando alguns quartos e tetos) e talvez fazer a parede galeria, mas não sei se vou conseguir fazer isso tudo. E mais pra frente pretendo colocar um tapete, talvez fazer cortinas com um tecido que eu adoro. O lustre eu queria mudar, mas também não está na lista de prioridades.

Notaram também que eu mudei a orientação da mesa e do lustre? Embora não pareca na foto, tudo flui bem melhor dessa maneira. Depois que terminar a credenza vou poder determinar se vou tirar as extensões da mesa ou não, por enquanto está com as duas.

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2 – Pintamos, depois de uma odisséia sem tamanho, a mesa de jantar de preto. Eu comprei essa mesa há 7 anos atrás na Pottery Barn com a cor “Mogno”. Meu engano foi achar que eu poderia lixar ela todinha e usar uma outra tonalidade de madeira nela, menos avermelhada. Nem queira saber o que eu descobri depois de semanas lixando até a madeira.. Enfim, depois de muito suor e lágrimas perdidas retirando todas as camadas de polyuretano, acabamos pintando… mas eu gostei. Eu estava com medo de pintar logo de preto, mas depois que o teto ficou branco a coisa fluiu melhor. E de novo usamos a tinta Advance da Benjmanin Moore, que é ideal pra móveis: ela é auto-nivelante e o acabamento fica muito bom. Depois que pintei os móveis do Thomas eu me apaixonei de vez por essa tinta, que é à prova de burradas.

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Comprei uma cômoda vintage e pequenininha pra colocar na entrada da minha casa, por $20. Eu me encantei por ela mas a madeira está bem arranhadinha. Vou arrumar um tempo pra pintar ela antes do Natal e coloco o antes e depois aqui.

 

Semana retrasada o Robert acordou às 5h da manhã (eu levantei com ele pra arrumar o carro e fazer algo pra ele comer na viagem), dirigiu 3 horas e meia até uma cidadezinha perdida no meio do estado de Oregon pra se encontrar com um caminhão vindo do Texas com um carregamento precioso: 15 cães da raça Montanha dos Pirineus que não só foram abandonados mas foram pegos pela carrocinha e estavam marcados pra serem sacrificados no dia em que foram salvos.

Aqui nos EUA e em muitos outros países, muitos cachorros em diversos tipos de trabalho. No Brasil, a gente está mais acostumado a ter cachorros como animais de estimação ou como guarda da casa, salvo os que são cães de terapia. E no caso do Great Pyrenees, eles são usados de forma bem : cão de guarda de ovelhas nas fazendas, pra protegê-las de predadores, como lobos e ursos. Não são cães de pastoreio como o Border Collie. São branquinhos pra sumir no meio das ovelhas e fazem delas a sua matilha. Têm um instinto bastante protetor mas é delicadíssimo com coisas pequenas, como ovelhinhas ou no nosso caso, com crianças.

Aí, você me pergunta, como é que essas criaturas fofíssimas se encontram aos montes nos abrigos?O que acontece é que como esses cães (estou generalizando muito) são vistos como um bem da propriedade e se eles não fazem o trabalho deles direito, eles são “despedidos”. Assim como uma vaca que não dá leite, um cão de guarda que não guarda não tem lugar na fazenda. Claro que não são todos, nem a maioria dos fazendeiros que enxergam as coisas tão preto no branco assim, e todo fazendeiro que eu conheço tem amor por todas as criaturas e jamais faria uma coisa dessas. Mas sempre tem uma banda podre em qualquer palácio ou sarjeta do mundo.

Além disso, se você precisa vender ou doar um animal, existem maneiras de se fazer isso. Se você não pode mais arcar com as responsabilidades de ter um animal, os abrigos estão aí pra ajudar nessa transição. Só que mesmo ciente dessas opções muito optam por simplesmente largar na rua. Chame do que quiser, covardia, medo de ser crucificado, sei lá. Não tenho problemas com quem tem que doar, mas faça direito. Tem opção, sempre tem.

Quando a gente comprou a Gwen, o Pyr estava em segundo lugar na nossa lista porque estávamos atrás do que chamam de cachorro-babá, aqueles cães bem tolerante com certos abusos de crianças. Dizem que quando os Pyrs se juntam com crianças se sentem no “paraíso dos Pyrs”.

Pois bem, escolhemos uma cadelinha dessa raça no site Petfinder.com que disponibiliza todos os animais disponíveis pra adoção nos abrigos de todo os EUA e Canadá. Acabou que o abrigo nacional dessa raça disse que aquela cadelinha que gostamos já estava com outra família, mas que tinha uma outra cadelinha bem calma, de mais ou menos 2 anos, brincalhona mas não demais, o que seria ideal pra gente com criança pequena. Ficamos então esperando duas semanas pro tal caminhão vir de Houston pra Oregon pra adotar a Lily.

Pedi pro Rob ligar o skype no iphone dele assim que ele chegasse lá pra eu poder acompanhar como se eu estivesse também. A moça que manteve os cachorros na casa dela em Houston veio no caminhão junto e já tinha avisado que a Lily (ela se chamava Demi no abrigo) não gostou nada dessa idéia de ficar na caixa de transporte. Foram 4 dias de viagem de caminhão! A pobre estava super suja, estressada, apavorada, ofegante até dizer chega.

Depois de tentar levar ela pra um breve passeio (o que não funcionou muito bem, tamanha agitação dela), o Robert colocou ela dentro do carro (fiz uma cama com lençóis velhos mas com o nosso cheiro) e veio. Ela ficou um tempo acordada no carro, mas dormiu o resto da viagem.

É comum eles não comerem no transporte e dormirem direto por vários dias após esse stress todo e foi o que ela fez. Eu nem acho que ela está muito acostumada a comer ração, porque ela come só porque está com muita fome. Talvez por isso ela esteja tão magrinha!

Grave bem essas fotos dela, ano que vem ela vai ser outra. A pelagem de inverno vai crescer apropriadamente (em Houston é muito quente, então o pêlo deles não enche tanto), as manchas da pelagem dela vão desaparecer, ela vai voltar ao peso ideal e ela vai parecer um algodão doce (palavras da minha amiga Karol).

Assim que ela chegou, ja foi logo fazendo amizade com as crianças, o Lucas fica num agarramento com ela o dia inteiro! Ele chama ela de Niny hahahaha, até me confunde às vezes. Mas assim que ela pisou no nosso gramado pela primeira vez (nem sei quando foi a última vez que ela sentiu grama debaixo nas patas!) ela rolou, correu, deitou de barriga pra cima: como ela ficou feliz!

Nasceu de novo!

Como era de se esperar, ela é a descrição perfeita do touro na loja de louças, exceto quando está perto das crianças – aí é de uma delicadeza sem tamanho. Mas ela não está acostumada a ficar dentro de casa, se sente confortável só do lado de fora, parece uma girafa subindo escada e não sabe andar na guia… qualquer barulhinho a deixa apavorada e ela sai correndo pro jardim. Mas eu já ensinei o sit e  down e estamos trabalhando na guia!

Ela é muito meiga e mansinha, não dá trabalho nenhum, nenhum. Só precisamos agora descobrir como fazer pra ela parar de roubar as meias do Noah. Winking smile 

 

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E pra quem perguntou da Chloe, está a mesma coisa que era com a Gwen. Elas podem ficar num mesmo cômodo e até bem perto uma da outra, mas se evitam. Ontem a Lily passou o rabo na cara da Chloe e a Chloe ficou toda desconcertada sem saber de onde aquele rabo tinha vindo, se é que sequer viu que era um rabo.

 

Meus planos deram errado. Terminei de pintar minha cômoda e ficou bem legal, mas vou trocar os puxadores, não gosto dos atuais. Ou vou vender a porcaria toda hahaha.

Pintei a parede atrás de branco, pra dar uma idéia. Na verdade, é uma tinta mais escura, uma base, pra poder passar uma outra cor mais clara que o cinza atual. Só que entre uma passada de rolo e outro eu catava na internet sugestões de cores que combinasse com tudo, o chão, o tipo de luz da sala de jantar, o restante das cores das áreas próximas.. e me decepcionei…

Me decepcionei porque cheguei a conclusão de que uma cor clara naquele cômodo não vai funcionar. Pode até fazer a sala parecer maior, mas não vai clarear. O fato é que a sala é escura, porque a porta dupla e única fonte de luz, é coberta pela varanda. A luminária produz bastante luz, mas não é sufiente. E pintar aquela parece me fez reparar o que eu li em website após website: cor clara só funciona quando o ambiente já tem bastante luz. Senão parece sujo e você nem consegue determinar a cor com precisão.

Eu já devia saber. Lembro bem das minhas aulas de física, pra ver cor nós precisamos de luz. O ideal no caso de um ambiente escuro é uma cor com mais saturação e num lugar como Seattle, ter cores saturadas até aquece muito mais, faz tudo ficar mais aconchegante.

Então resolvi repintar aquela parede da cor original e vou tentar fazer funcionar do jeito que está agora sem mudar nenhuma cor. Vou colocar a minha cômoda azul no meu quarto, acho que vai ficar legal. E quanto a sala de jantar, não faço idéia do que vou fazer em termos do nicho que tem do lado da mesa. Eu ja pensei em alguns buffets coloridos, e eu gosto deles mas não sei se é o caminho que eu quero ir, quero algo mais sofisticado, clean. E as cores que íam funcionar alí seriam muito brincalhonas, como coral ou laranja.

De volta a estaca zero.

 

Existe pouca coisa mais deliciosa que uma sopa bem feita, com ingredientes frescos, numa noite friazinha. O dia estava lindo ontem, tanto que fomos na fazenda de abóbora, e tirando algumas poças de lama (vide fotos do Lucas), tudo estava perfeito. Então, por que não terminar o dia fazendo uma sopa que já estava há alguns dias querendo (culpa da Fer!)? O problema é que eu não consegui me decidir exatamente o que fazer, então eu misturei tudo. Foi um pouco de receita da Fer, um pouco de caldo verde e um pouco de Cozido à portuguesa. Ficou uma delícia.

E no meu mundo não existe sopa sem baguette, sem vinho e sem pimenta. Aproveitei e fiz um molhinho vinagrete estalando de fresco, com umas pitadas de caiena.

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Receita:

Refoguei bacon com meia cebola, joguei metade de uma butternut squash (abóbora) em cubinhos pequenos. Uma colherzinha de alho amassado e uma de tempero completo. Só pra dar uma acordada na abóbora. Coloquei um litro de caldo de vegetais (o melhor que você conseguir comprar!), duas latinhas de feijão branco (você pode fazer o feijão separado, mas eu só tinha em lata, não me batam!). Eu usei a variedade Great Northern. Fechei a panela e deixei cozinhar ate a abóbora ficar bem molinha. Quando já estava pronta, amassei a sopa/abóbora com um amassador de purê de batatas, coloquei couve inteira cortadinha e sem o talo e fechei de novo ate a couve murchar. O Rob chegou aí com a kielbasa (linguíça defumada) que eu teria colocado no início junto com o bacon, mas acabei colocando no final e cozinhando mais um pouco. Piquei umas folhinhas de sálvia e umas folhinhas de alecrim por cima e pronto.

Servi com um molho vinagrete, vááááárias gotinhas de tabasco, uma baguete quentinha saída do forno e um Cabernet Sauvignon que amigos nos deram no nosso aniversário de casamento (fizemos 10 anos sábado passado!).

Almocei mais cedo porque toda vez que abria a geladeira estava lá aquela gostosura e ainda são 4:20 e estou aqui de um lado pro outro esperando ansiosamente a hora do jantar.

Faça!

 

Esse ano fomos numa fazenda de abóboras diferente. Qual foi a primeira coisa que o Lucas fez? Entrar numa poça de lama. Mas quando ele se viu livre, se sentiu como um homem com uma missão: não parou um segundo sequer, tentando achar sua abóbora favorita. Gritava de longe: PUMPKIN!!! Corria de um lado pro outro. Chorou quando saímos e dormiu no carro.

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Eu to com tanta receita e tantas fotos que não dá nem pra colocar tudo em um posto só, senão vai ficar muito bagunçado. Essa receita eu copiei do Pioneer Woman (link aí do lado) e adorei. Já fiz muitas vezes e as crianças adoram. Não ache que um hamburguer desses não vai agradar crianças pequenas. Claro que cada um tem seu gosto, mas tanto o Lucas como o Thomas se fartam, mas eu não coloco tanto queijo quanto eu coloco pra mim e pro Rob. Outra dica, é procurar o queijo Stilton em vez do gorgonzola propriamente dito, que é bem mais suave que as outras variedades de blue cheese, mas ainda adiciona certa pungência (isso é uma palavra, né?).

A receita é facinha e auto-explicativa. No site da PW tem explicando como faz o hamburguer, mas o que eles vendem na deli do mercadinho do meu condomínio (que aliás, é ótimo!) não só é orgânico, gordão e super delicioso e molhadinho.

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A única coisa pra se lembrar é que a receita pede duas colheres de açúcar marrom pra uma cebola. Eu coloco um pouco de manteiga e umas três jorradas de molho de soja e deixo as cebolitas cozinhando até ficarem moreninhas, no fogo bem baixinho. Eu deixo a panela tampada e destampo depois que elas ficam transparentes, principalmente pra sumir com o excesso de líquido.

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Olha a mãozinha do Lucas já tentando pegar… e pra quem está fazendo dieta de baixo carboidrato, é só tirar a fatia de cima e omitir o açúcar. Aí, fica uma refeição de cerca de 30g de carbs.

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Eu tenho isso:

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Mas eu quero isso:

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via decorpad.com

 

Já tenho o lustre industrial em cima da pia,  já é um começo. né? . Só falta trocar o backsplash e pintar tudo de branco. Winking smile De novo, o Rob não vai gostar nadinha dessa minha história.

 

Já comecei a aprontar. Achei uma lata de tinta cheinha na garagem dos antigos moradores. A cor é Perfect Greige da Sherwin Williams, o que já começou mal, porque eu não quero nada de bege (greige é mistura de gray com beige). Mas eu preciso começar a visualizar a cor do armário com um pano de fundo mais claro. Esse cinza escuro está atrapalhando a minha visão! Winking smile

 

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O dia está escuro hoje, então não estamos colaborando. Mas a luz natural é ruim na sala de jantar mesmo. A parede laranja/ambar, pra você ver, Daniele.

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Essas são minhas favoritas. Será que tem alguma coisa a ver que todas tem cinza como pano de fundo? Será que o Rob vai ganhar nessa? Smile De qualquer maneira, assim como branco, existem milhões de tons de cinza e a gente vai ter que descobrir qual o melhor pra luminosidade daquela sala em particular e onde mais. Eu tenho alguns nomes anotados que vou colocar depois.

Elas não tem muito em comum mas eu gosto de todas elas. A primeira é bem formal e estruturada. Eu já preferi esse estilo aos outros, mas hoje não estou bem certa. Acho que prefiro um visual mais diferente. Quando eu olho pra primeira, eu AMO o quão fresca a parede é, quão limpa e perfeita ela é, mas dois segundos depois eu fico entediada.

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via elementsofdesign.com

 

Essa talez se encaixe mais no que eu quero fazer. As armações tem tamanhos diferentes e cores diferentes o suficiente pra criar interesse, Eu usaria menos molduras pretas e mais brancas. Adorei a cor dessa parede. Gosto das fotos preto e branco, mais com branco (e adoro os desenhos, acho que é uma coleção de Picasso).

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via decorpad.com

Eu gosto desse visual, mas é muito casual pra minha sala de jantar. Eu gosto que ela usou só molduras brancas, e pintou de branco as que não eram. Mas eu acho que não vai funcionar no meu caso. Mas gosto como a parede envolve a mesa. No entanto, essa parede fica num corredor.

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via younghouselove.com

 

E sugestões de como arrumar a galeria, bastante conveniente!

 

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via lh4.ggpht.com

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