Essa semana algumas pessoas da nossa comunidade de Brasileiras em Seattle no Facebook começaram a se assanhar pra descer de carro (ou de avião) até a Disneyland (na Califórnia) nas próximas semanas quando temos as mini-férias escolares de primavera. Eu enviei esse email abaixo que eu tinha escrito em outubro de 2013 para uma amiga brasileira, porque íamos nos encontrar na Disneyland no início de Novembro, no feriado do dia dos Veteranos. Eu coloco então esse email aqui já que no Facebook as fotos foram cortadas assim como os links.

 

Atenção que a informação contida nesse email é específica pra época e condições que íamos. A minha amiga está passando dois anos no Texas acompanhando o marido militar, não tem (ou não tinha!) domínio no inglês, nem nunca tinha vindo aos EUA. Minha amiga também é conservadora no quesito comida, gosta de coisas familiares e essa viagem tinha que ser bem acessível financeiramente. Ela ía com o marido e duas filhas, uma de 14 anos e uma de 4, e eles íam chegar alguns dias antes da gente. Eu queria que ela aproveitasse o máximo, porque sabia que ela não ía ter tempo de pesquisar nada. Claro que se você tiver outro orçamento, adorar comer comida diferente, tiver mais tempo, já tiver ído na Disney antes e for numa época diferente, for com crianças de outras idades ou sem crianças, as coisas podem mudar consideravelmente. Nós, por exemplo, tínhamos que chegar pelo aeroporto de Los Angeles (LAX) mas existem outros aeroportos mais acessíveis e talvez até mais baratos dependendo de onde você venha ou da época do ano e promoções. Eu faço um pequeno adendo em negrito de algumas coisas que já mudaram desde Novembro do ano passado. De jeito nenhum esse email é um relato completo de tudo que tem que ver, mas tem muita coisa importante pra quem nunca foi!

 

Então lá vai:

 

Querida,

 

Acho que vcs vao ter que ler isso mais de uma vez pq tem informacao fora de ordem, eu tentei organizar mas tem muito termo que só explico mais adiante. Enfim, espero que ajude!

 

 - Chegada:

 

Nós vamos ter que alugar carro porque vamos ficar a semana inteira então vai sair mais barato alugar pela semana inteira do que pegar taxi/alugar só por um dia, além disso somos muitos! Mas se os planos de vocês só envolvem a Disney (principalmente por causa daquele ticket espetacular de militares para 3 dias, que é o que vocês tem mesmo) de repente vale a pena pegar um shuttle no aeroporto que cobra por pessoa só de ída, ou um taxi dependendo de que aeroporto vocês vão chegar – uma das vantagens é que você economiza na gasolina também. Cheque também quanto eles cobram pra estacionar no hotel se vocês decidirem por alugar um carro também, porque muitos hotéis em volta da Disney cobram – e caro – para estacionar lá por dia. O preço dos shuttles varia muito, mas muitos tem coupon de desconto no site mesmo e tem a vantagem que você pode reservar e pagar com antecedencia, assim como o aluguel de carro. Se procurar no google shuttle from lax (ou qq outro aeroporto) to disney voce vai achar muita informacao de pessoas que usaram diversas empresas diferentes e aí você ver se tem alguma que pareça ser boa, com preço ou fugir de alguma furada. A desvantagem do shuttle é que demora mais pra chegar – vão ter outras pessoas dentro da van então ele vai parar em outros hotéis e tal.

 

Os shuttles mais conhecidos são:

 

http://www.supershuttle.com/Locations/DisneyLandAirportShuttle.aspx De LGB > Disney daria $62 só de ída e LAX > Disney daria $64 para a sua família de 4 pessoas.

 

http://www.primetimeshuttle.com/disneylandshuttle.htm $15 por pessoa de LAX>Disney, deve ser um pouco mais barato de LGB.

 

Achei essa lista também de muitos serviços de shuttle:
 http://www.lgb.org/civicax/filebank/blobdload.aspx?blobid=2497

 

Eu li alguém dizendo que o taxi de LAX custa $45 + tip se você pedir um preço fixo antes de entrar no carro, em vez de deixar correr o relógio, mas essa seria minha última opção. Geralmente você fica à mercê de um indivíduo que pode te cobrar o que ele quiser, ainda mais em LAX.

 

Cuidado com o horário de chegada porque o trânsito de Los Angeles e cidades em volta é UM HORROR no horário do rush. Se vocês chegarem ainda durante o horário do rush (até umas 7:30 da noite mais ou menos), é batata de ficar muito tempo parado nas rodovias. Quando estávamos lá agora em Agosto aprendemos na marra que o melhor caminho é realmente pela I-5, embora pela I-405 pareça no mapa que vai chegar mais rápido. A I-5 tem muito mais pistas e a I-405 pode ficar bem congestionada por muito pouco. Além disso a Disney fica do lado da I-5, e os nossos hotéis são do lado da I-5 também.

 

 

Esse site http://www.go511.com/traffic/map.aspx tem info em real time sobre as rodovias e também câmeras. No geral, o transito de Los Angeles sempre é uma droga, mas se vocês voarem pra lá de noite deve ser mais tolerável, e também se vocês chegarem por outro aeroporto.

 

Os dias da Disney e algumas generalidades:

 

- Infelizmente ou felizmente, final de semana com feriado sempre é movimentado. Não acho que vá ficar insuportável (talvez fique na segunda (Segunda era o feriado de Veteran’s Day), já ouvi falar deles fecharem a Disney se eles atingirem o numero máximo de visitantes). Infelizmente pelo óbvio de ter filas maiores, mas esse fds em especial tem umas coisas legais:

 

- Dia 8 e 9 eles vão estar filmando o especial de Natal da ABC, que acontece todo ano. Eu confirmei a data ontem. Não sei se isso influencia no número de visitantes drásticamente, mais do que o normal pro feriado mesmo, mas pelos vídeos que eu andei vendo não me parecia muito ruim não. Os visitantes que moram na California normalmente tem um Passe Anual e a categoria deles está bloqueada pros dias 9, 10 e 11, então isso ajuda muito. O legal é que vocês vão ver uma Parade especial – todos os dias, uma ou duas vezes por dia, tem um desfile que passa pela Disney inteira, explico melhor mais tarde, mais essa semana que vamos estar indo vai começar toda a arrumação de Natal, com a Parade de Natal. O Parque já vai estar todo decorado, eles fazem questão de arrumar isso já logo depois do halloween pra ficar tudo lindo pra essa gravação da ABC. Vocês provavelmente vao ver alguns astros da televisão e música atual que sempre fazem parte da gravacao. É capaz da Gabi conhecer e gostar deles, então vai ser um extra bem legal pra visita dela!

 

- Em termos de horario que abre e fecha, depende muito do dia, do mes, etc. Ainda nao saiu o calendario de novembro, mas pelo o que eu vi do ano passado é capaz deles abrirem la pras 9h e fecharem a meia noite todos os dias que vocês estiverem lá, Se vocês comprarem o ticket de 3 dias, vocês podem entrar, somente no sabado , uma hora antes de abrir pro publico, o chamado Magic Morning. (update: somente no sábado dentro dos dias que minha amiga ía ficar, na realidade você pode usar o Magic Morning nas terças, quintas e sábados. O Magic Morning está disponível nos tickets de 3, 4 ou 5 dias. Se você ficar em um dos hoteis da Disney você também tem direito ao Extra Magic Hour, que é a mesma coisa que o Magic Morning, nos mesmos dias, mas com o diferencial que você também pode entrar uma hora mais cedo no California Adventure nas segundas, quartas, sextas e domingos) . Todo ticket de 3 dias ou mais tem direito a um Magic Morning, mas ele só vale pro Disneyland, não pro California Adventure. Tentem aproveitar esse extra, faz uma diferenca danada pq os brinquedos mais populares e com as filas mais longas são os antigões que por acaso são os mais indicados pra crianca pequena. Tipo, o Peter Pan eu ainda não consegui levar as criancas pq logo cedo já está com uma fila de pelo menos meia hora, ninguem merece.

 

- Vá preparado com os sapatos mais confortáveis que vocês puderem levar/comprar. Vocês vão andar MUITO, MUITO. Update: Eu só consigo ir pra Disney calçando os feios Crocs ou eu não consigo sair do parque andando, mas a maioria das pessoas consegue ficar o dia inteiro com o seu sapato mais confortável. Aqui uma lista boa de sapatos confortáveis, mas leve em consideração que você VAI SE MOLHAR . Também leve um stroller/carrinho de bebê – depois de tanta agitação é capaz de rolar uma nap durante o dia, ou um sono inesperado bem durante os show de fogos.. é melhor estar preparada. Se tem uma dica que todas as mães que vão muito a disney dão é essa do stroller, não dá pra não levar porque voltar pro hotel de noite parece mais andar 10 km no deserto do Saara sem água. Com uma criança no colo, então…

 

- Assim que entrar no parque, tire a foto classica na frente da estacao de trem, mais tarde fica muito cheio. Os trens eram uma obcessão de Walt Disney, que construiu a linha de trem no parque (e uma outra mini na casa dele) e chamou um deles de Lilly Belle, em homenagem a esposa dele. Esse trem você pode pegar em qualquer uma das estações do parque e sair em outra, ou fazer a volta completa. Update: É legal fazer a volta completa para ver o Diorama) Nós deixamos o nosso stroller gigante estacionado perto da estacao e fizemos a volta completa. Uma coisa legal é que ele passa por dentro da Splash Mountain! Quando estiver em qualquer estação de trem, preste atenção por um barulho de código Morse – esse código na verdade é o speech de Walt Disney durante a inauguração e ele nunca pára de tocar.

 

- Assim que entrar no parque vá até o City Hall, um prédio que fica bem a esquerda depois de passar pela estacao de trem. Vá la dentro e peça “First Time Visit Buttons”, ou broches que primeira vez. Eles tem outros de outras comemoracoes (aniversario de casamento, graduacao, aniversario, etc), mas o de first visit é legal porque voce vai ter muita gente te desejando Welcome ao longo do dia, acredite, fica tudo mais mágico! Pegamos o de aniversario pro Lucas (e vamos pegar pro Thomas dessa proxima vez) e o dia inteiro, estranhos e Cast Members (funcionários) desejaram feliz aniversario pra ele, foi muito legal.

 

- Quase do lado do City Hall, tem um prédio de bombeiros. Se vocês olharem pro segundo andar vão ver uma luz acesa na janela que nunca se apaga. Esse segundo andar era o apartamento do Walt Disney quando ele construiu o parque, que virou quase uma obcessao pra ele – ele tinha que morar lá pra supervisionar cada detalhe. Depois que o parque ficou pronto o apartamento ficou sendo usado pela familia Disney e convidados e quando ele morreu, colocaram essa luz que nunca se apaga pra representar que o espírito dele sempre estará lá.

 

- Antes de ir pro parque (talvez na quinta de noite!), tente passar na Downtown Disney (ou em alguma loja da propria Disney mesmo) e compre um caderninho de autografos e uma caneta (alguns já vem com caneta). Durante o dia em vários pontos você pode tirar foto e pedir autografo pros personagens. Aproveita e compra umas orelhinhas pra todo mundo :)

 

- E por falar em fotos, você pode tirar as suas fotos mesmo, mas em diversos pontos, principalmente onde tenha algum personagem envolvido, você vai ver um fotografo da Disney. Eles vao tirar fotos e te dar um cartao se vc ainda nao tiver um, mas das proximas vezes é só vc dar o mesmo cartao pro proximo fotografo que ai quando voce voltar pra casa vc pode comprar as fotos. Vc nao tem obrigacao nenhuma de comprar, claro, eu nunca comprei, mas deixo eles tirarem as fotos e pego o cartaozinho. Eles tambem se ofereceram pra tirar foto com a minha camera no restaurante Goofy’s Kitchen alem da camera deles, mas nao sei se eles fazem isso no parque. Pra vc comprar a foto impressa é bem carinho, tipo 14 dolares por foto grande, mas se vc tirar muitas fotos de repente vale a pena comprar o CD com todas as fotos daquele cartao que acho que custa $50 por ai. Eu so compraria esse CD se tivesse muita foto mesmo e eu nao quisesse levar a minha camera.

 

- Repare nas roupas, arquitetura, detalhes, sons: Walt Disney fez o parque como se representasse os EUA do ano 1910.

 

Comida da Disney: (ou, você não precisa comer mal, pagar caro nem ficar com fome na Disney)

 

Tem de tudo. Você vai achar lojas e barraquinhas que só vendem frutas frescas, água de coco, outros que vendem as coisas mais variadas possíveis. Tem muita coisa saudável e tem muita coisa com um trilhão de calorias, mas é tudo muito gostoso no geral. Tem umas coisas nada saudáveis mas que são clássicos da Disney, como o Dole Whip que é um sorvete de abacaxi e só é vendido em uma vendinha na frente do Tikki Room e a fila sempre está enorme (depois mando um mapa pra vocês, o tópico da localizacao das coisas vai ser grande então vou deixar pro final), já ouvi falar também do Mickey Pretzel com recheio de cream cheese que dizem ser bem gostosinho, depois descubro onde vende.

 

Existem também restaurantes baratinhos, desses tipo que vc compra o sanduiche no balcao, tem restaurante meio termo e tem restaurante chique. Tem de tudo mesmo, e todos eles tem condicoes de acomodar dietas especiais: diabeticas, kosher, vegan, gluten free, etc. Mas como você pode imaginar tem uma variação MUITO grande de preço. Eu não acho muito fora da normalidade os preços, mas tem gente que vai em restaurante fino da Disney e reclama que tava caro, mas do lado de fora seria também. Outra coisa é que tem TANTA opção que muita gente nem sabe que existe, então vou dar uma idéia pra vocês não perderem alguma oportunidade de fazer algo legal porque não sabiam que existiam.

 

Para muitos restaurantes sit-down é recomendado fazer reserva pelo telefone: (714) 781-DINE /(714) 781-3463  e aqui os cardápios com preços e outras informações dos restaurantes da Disneyland  e do California Adventure.

Update: hoje já se pode fazer reserva online aqui.

Esse blog (tem muitos!) tem umas reviews legais dos restaurantes, se vocês quiserem ver.

 

Dos que eu provei, aqui vai uma lista:

 

- Blue Bayou: A coisa mais legal desse restaurante é que ele fica localizado DENTRO de um brinquedo, o Pirates of the Caribbean, que é um dos meus favoritos diga-se de passagem. A ambientação é muito legal, mas é bem escuro só com um luz bem franquinha. Eu recomendaria mais pra uma ocasião mais especial, tem gente que não perde ele por nada mas eu prefiro ir no Cafe Orleans que tem praticamente o mesmo cardápio/mesma cozinha por preços mais baratos. No Blue Bayou você paga pela ambientação. Comida Cajun/Creole, tradicional de Nova Orleans. Reserva é imprescindível.

 

- Cafe Orleans: Sempre que vou eu tenho que comer nesse restaurante. Pra mim não existe Disney sem comer um Monte Cristo - uma bomba calórica gordice maravilhosa dos deuses que dá pra dividir por quatro adultos fácil. É um sanduiche de queijo e presunto(tem um de 3 queijos também, mas não é tão bom) com uma camada tipo de donut e um açucarzinho por sima. Ano passado o que eu comi estava meio engordurado, mas esse ano estava perfeito com a casquinha crocante por fora e o queijinho derretido por dentro, mas sem gordura nenhuma, nenhuma. Vem quatro pedaços grandes e eu normalmente como um pedaço dele junto com uma salada pra não morrer de culpa. Muita gente gosta de pedir a Pomme Frites - a batata frita com alho deles, mas sempre acaba sendo muita comida e eu só pedi uma vez. Eu também recomendo o Gumbo ou o Gumbo Crepe. Gumbo é uma sopa grossa tipica daquela região e essa versão da Disney é maravilhosa – o Thomas almoçou essa sopa quando fomos essa ultima vez. Ela é feita com galinha e linguica andouille. O Crepe de Gumbo é um crepe com essa sopa/creme dentro e vem com uns aspargos no prato também. Muito gostoso! Preço é médio e é bom fazer reserva, mas nunca esperei mais do que 10 minutos sem reserva, no entanto só fui pro almoço. O jantar pode ficar bem mais cheio pq tem um show chamado Fantasmic que acontece bem na frente desse restaurante.

 

- Plaza Inn: Esse tem comida típica americana tipo galinha frita e pure de batatas, sabe? Você pega uma bandeja e eles vao te servindo no balcão tipo cafeteria. O preço é fixo pelo prato e você tem umas duas ou 3 opcoes de refeição. A comida é honesta mas é mais no nível Denny’s e tal. Bem servido e preço bom, não precisa de reserva.

 

- Carthay Circle: Fica no California Adventure, ao contrário dos que mencionei acima que ficam na Disneyland. Ele é um restaurante mais fino e bem mais caro, mas nós queríamos comemorar o aniversário da minha mãe e também eu estava curiosa pra provar a comida, que é espetacular. O prédio do restaurante é uma cópia fiel do Carthay Theather que foi onde teve a estréia da Branca de Neve em 1937. É muito legal lá dentro, com várias fotos de Walt Disney com as celebridades de Hollywood e ilustrações remetendo ao filme. Fora isso, nem parece que você está na Disney, foi um bom descanso pra almoço! Os Carthay Biscuits são uns bolinhos de entrada que são uma maravilha. Eles vem quentinhos e com um creme de damasco pra vc passar neles, sensacional. Tem uma área lounge no saguão do restaurante que permite que você peça drinks e algumas comidas sem precisar se comprometer a subir pro restaurante, e como são pratos pequenos e belisquetes, acaba saindo mais barato. Precisa de reserva,menos pro lounge, é super disputado.

 

- Goofy’s Kitchen – É 1 dos 5 “Character Dining”  que tem na Disneyland, ou seja, os personagens da Disney vão vindo falar com vocês ao longo da sua refeição. Esse não fica dentro dos parques, mas fica no térreo do Disneyland Hotel que é uns 5-10 minutos andando pela Downtown Disney. Dá pra pegar um monorail que passa dentro da Disney e deixa você bem perto do Hotel. Esse é um daqueles com milhares de $$$$$ é bem carinho embora crianca pequena não pague. O preço é fixo por pessoa e você paga na entrada em vez de na saída. A atração são os personagens, e não a comida. Você come bem, a comida é boa, e é um buffet, ou seja: pode comer o quanto quiser. Tem coisas engraçadas (afinal é a cozinha do Pateta e ele está vestido de Chef) como pizza de peanut butter and jelly e pizza de mac and cheese e muita coisa “de criança” tipo cachorro quente e nuggets. Tem sobremesas com minhoquinas feitas de doce e etc, mas também tem comidas normais como saladas, muitas frutas e carnes. Minha opinião: vale a pena porque é uma oportunidade muito legal de ver vários personagens de uma vez só e eles ficam um bom tempo com a criança. Nós adoramos, mas a minha conta do banco não. Se vocês estiverem interessados em um Character Dining, eu te mostro as outras opções além do Goofy’s Kitchen. Cada hotel da Disney tem um e tem um na Disneyland (Minnie’s Breakfast dentro do Plaza Inn) e um no California Adventure (só de princesas, dentro do Ariel’s Grotto). Todos eles são preço fixo e precisam MUITO de reserva. Nós fizemos com 2 meses de antecedencia.

 

Os que eu ainda não provei mas que estão na lista:

 

- Big Thunder Ranch BBQ – restaurante de BBQ que você paga um preço fixo e você como o quanto aguentar de churrasco americano. Acredito que vocês estando no Texas vão querer passar bem longe desse, mas quis mencionar mesmo assim. Reserva é interessante, mas a espera não é muito longa em dias normais.

 

- Hungry Bear Restaurant – estilo de comprar sanduíche no balcão. Eu vi umas fotos dos sanduiches e eles me pareciam bem gostosos. Tem um de tomates verdes fritos que quero experimentar. Bem barato (pro padrão Disney) e fica na frente do Rivers of America, que é um lugar bem tranquilo. Muita gente gosta de relaxar lá vendo o rio passar pq como o restaurante é meio fora do caminho, não tem tanta muvuca.

 

- Cove Bar – No California Adventure, fica em cima do Ariel’s Grotto que é um restaurante onde você pode ver as princesas durante a sua refeição. No Cove Bar não tem princesas, mas também é perto da água e tem uns belisquetes com uma cara ótima. Também fica razoavelmente vazio pq muita gente com criança prefere ir em outros lugares, mas mesmo sendo um “bar” pode ir com criança sim, mas eu me asseguraria que não estariam incomodando os outros adultos tentando fugir delas :) Um dos pratos que achei legal era o Lobster Nacho, e eu tenho que dizer que eu detesto nacho, mas a presença de lagosta me animou e dizem que é muito gostoso!

 

- Ariel’s Grotto – Eu tinha que ter ído no ano passado quando o Lucas ainda gostava de princesa, mas alguma coisa aconteceu no meio do caminho que ele agora não quer nada com elas, até segunda ordem. Acho que suas meninas íam adorar e se você for me chama! É caro como todos os character dining, mas dizem que a comida é muito boa (me parece melhor do que a do Goofy). Só tome cuidado porque ao contrário do Goofy’s kitchen que tem character dining o dia inteiro, no Ariel’s Grotto só alguns horários tem as princesas lá. Com certeza precisa fazer reserva, tipo, ontem!

 

Se vocês toparem, nós poderíamos jantar no Downtown Disney (um mall ao ar livre do lado dos parques e que não precisa de ticket pra entrar) no sábado de noite depois dos fogos!

 

Shows e Parades:

 

O final do ano é especial com sua decoração própria, inclusive alguns brinquedos são adornados de acordo com a estação, como a Haunted Mansion e o Small World. Uma das coisas mais óbvias quando vocês chegarem vai ser o castelo da Bela Adormecida que vai estar cheia de “neve” nas torres e de noite ele também vai estar mais brilhante do que o normal, como se fosse luz de natal mesmo. As ruas vão estar com a tipica decoracao de natal com guirlandas e ornamentos, etc, e musica de natal já deve estar tocando em vez das musicas normais (tem música todos os lugares da disney). Update: Uma coisa pra se levar em consideração se você for na baixa temporada é que nem sempre você vai ter esses shows durante a semana, mas somente sexta, sábado e domingo. Sempre veja o calendário da Disney que abre com um ou dois meses de antecedência pra você se programar.

 

- Parades/desfiles: Desde 1998 a parade da Disneyland é a Soundsational Parade que eu adoro porque é bem animada. Mas durante o inverno eles mudam pra  Christmas Fantasy Parade, que tem até o papai noel.  Alguns dias eles ainda tem a Soundsational Parade também, mas temos que ver se esse vai ser o caso naquele final de semana quando sair o calendário de novembro. Durante o verão tem duas parades por dia, uma la pras 4h e outra la pras 6:30, mas no inverno é comum ter só uma por dia, mas sendo um final de semana de feriado tudo pode acontecer. O California Adventure também tem parade mas nem se compara com a parade da Disney.

 

- Fireworks: Além da gravação do especial da ABC, naquele final de semana já vamos poder ver o show de fogos em cima do castelo especial de inverno/natal, chamado  Believe… In Holiday Magic. Ele normalmente acontece lá pras 8-9h da noite dependendo do dia e da estação, quando chegar mais perto a gente ve o horário direitinho. É bom já sentar no seu lugar com 1h antes do show se você quiser pegar um lugar legal. As pessoas vão sentando na rua e nas calçadas perto do castelo e quando vai chegando mais perto do horário fica simplesmente intransitável. Então coma e faça uma boa visita ao banheiro antes de ir arrumar um lugar. Update: Ao longo do ano existem outros shows de fogos diferentes. Os principais de acordo com a época do ano: Magical, que é o meu favorito, e Remember… Dreams come True (acho qua tinha um terceiro, mas não achei mais no site da Disney); além dos fogos especiais de 4 de Julho, Halloween e Ano Novo. 

 

- World of Color: só tem na disneyland e acontece 1 ou 2 vezes por noite no California Adventure, no lago que fica na frente da montanha russa e roda gigante. É um show de águas e cores maravilhoso, mas pra conseguir um lugar nele tem uma dica importante! Eu vou falar sobre Fastpass mais adiante, mas basicamente você precisa pegar um Fastpass (basicamente um ticket, mas é de graça) em uma maquininha dentro do California Adventure. É bem fácil pegar mas tem um porém, tem que chegar cedo porque esses tickets acabam ainda de manhã. Quando vamos pra Disney nós nos programamos assim: dia 1 como sempre vamos ver os fogos no castelo da disney então acabamos passando o dia inteiro lá, nem vamos muito no California Adventure naquele dia. No segundo dia então vamos direto pro CA (vou abreviar pq o nome é grande) e vamos direto pra maquininha pegar o FastPass do World of Color. Pra pegar o Fastpass vocês precisam colocar cada um dos tickets de entrada  na maquininha e ela vai cuspir seus tickets de volta mais os fastpasses – guarde desses tickets de entrada como a sua propria vida pq vc precisa tirar da bolsa toda vez que entrar num parque diferente mesmo a sua mão sendo carimbada, e tambem pra pegar os monorails, então tenha um lugar cativo na sua carteira e facil de tirar sem deixar cair no chão. Ai é so guardar o Fastpass até de noite quando der o horario do show, e realmente precisa chegar cedo se quiser ter uma boa visão, assim como com os fogos. Adendo: além do Fastpass do World of Color tem um outro Fastpass que você tem que pegar o mais cedo possível que o parque abre, que é o do brinquedo Radiator Spring Racers, eu explico melhor no tópico sobre brinquedos e localizações, só guarde na cabeça que no dia que vocês quiserem passar no California Adventure vocês vão pegar na verdade 2 tipos de fastpasses pra cada pessoa: do World of Color e do Racers. E sim, ambos precisam ser pegos logo de manhã, ainda mais se a previsão é de um parque cheio.

 

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- Fantasmic: um show de música e dança que acontece todas as noites no Rivers of America. Eu ainda não fui, mas basicamente o enredo é Mickey tendo um sonho (com coisas boas e coisas ruins) quase como o filme Fantasia. Os horários são muito perto dos fogos e do World of Color, então minha sugestão se quiser ver Fantasmic é que em uma noite veja os fogos, na outra veja o World of Color e na outra noite veja o Fantasmic.

 

- Show de Natal com Neve – eu nao me lembro do nome e nem quando começa, mas tem um show de luzes no castelo que dura so uns 5 minutos mas termina com neve (falsa, claro) caindo em varios pontos do parque.

 

Outros eventos:

 

Já vou dizendo que é impossivel eu dizer tudo que tem, vou dar o site pra vocês vasculharem, mas sempre tem alguma coisa acontecendo nas ruas, principalmente no California Adventure! https://disneyland.disney.go.com/entertainment/

 

- Mickey and the Magical Map, na disneyland: Ainda não fui por pura falta de tempo, esse show é novo e começou esse ano.  Clique aqui pra localização e horários. É só chegar pra assistir.

 

- DisneyJr Live on Stage, no California Adventure:  Clique aqui pra localização e horários. Esse foi o show que eu te falei e mostrei o video do Noah, super recomendado.

 

- Fantasy Faire: Também começou esse ano, é um lugar fechado onde a gente pode conhecer todas as princesas. Antigamente elas ficavam pelo parque mas agora eles construiram esse local perto do castelo onde elas ficam e você pode conhecer todas ao mesmo tempo. No entando, Merida (do filme Brave) e Tinkerbell ficam em lugares diferentes. Merida  e seus irmãos ursinhos ficam mais pra perto do Small World atrás do Castelo, bem na rua mesmo, nõa sei os horarios que ela aparece ainda, mas posso ver depois. Tinkerbell e outras fadas (e fados hahah) ficam no Pixie Hollow que é uma área meio escondida entre o castelo e Tomorrowland.

 

- Bippidi Bobbidi Boutique: Não é um evento, mas é um salão de beleza que transforma meninas em princesas. Se essa for a sua praia, tem que fazer reserva NOW hahaha, enche com meses de antecedência. Uma vez vi uma dica de já comprar o vestido de princesa antes de ir pq lá dentro é muito caro.

 

Um show que eu queria ver é o do Alladin, que também fica no California Adventure. Dizem que o Gênio é muito engraçado.

 

E de noite no California Adventure sempre tem musica nuns palcos que tem por lá, dess ultima vez o Lucas depois de um dia inteiro de parque resolveu ainda dançar e pular muito com a música. Na Disney também tem shows nos palcos, quando estávamos lá em agosto tinham umas bandas cover dos anos 80, muito legal.

 

Brinquedos:

 

- Primeiro de tudo: https://disneyland.disney.go.com/au/plan/guest-services/height-requirements/pra ver quais brinquedos tem mínimo de altura pra Gisele. Atenção especial pro autopia que tem mínimo pra ir sozinho no carrinho, mas a Gisele pode ir com um adulto no carrinho sim. O Noah foi comigo e o Lucas foi com o Robert. Como o Thomas já podia ir sozinho, ele foi.

 

Esse tópico é dificil pq cada pessoa gosta de fazer uma coisa diferente, mas tenho algumas dicas importantes:

 

- Fastpass, como já expliquei antes, é como se fosse um tícket de entrada pra alguma coisa. Alguns brinquedos tem filas tão grandes que na frente deles tem maquininhas de fastpass basicamente pra voce marcar um horario pra voltar depois. Vamos supor voce chegou na Space Mountain às 11 da manha e a fila estava de 40 minutos. Ai vc decide que 40 minutos é muito tempo entao vai na maquininha e tira fastpasses (1 por ticket de entrada) que vai vir impresso o horario que vc tem que voltar, vamos supor entre 12:20 e 1:20. Voce realmente precisa voltar dentro desse horario, senao voce perde a chance de entrar na fila alternativa do fastpass, Nao é que necessariamente a fila do Fastpass voce vai entrar direto, mas em vez de esperar 40 minutos, vc vai esperar 10 ou algo assim. Ou quem sabe vc da sorte e entra direto! Agora, o problema: Na maioria dos casos vc so pode tirar só um fastpass de cada vez, ou seja, se vc tirou o fastpass da Space Mountain as 11 da manha vc vai estar bloqueado de tirar outro pra outro brinquedo ate bem perto do horario de vc usar aquele fastpass. EXCETO os fastpasses do World of Color e Radiator Spring Racers (update: eu me certificaria sobre o FP do Racers, pq era super lotado por ser um brinquedo novo mas essa manha pode e deve acabar nos anos subsequentes), esses voce pode tirar de manha e nao bloqueia nada nao, vc pode continuar pegando fastpasses pra outras atracoes. Sabendo como usar o Fastpass é garantia de não passar muito tempo em fila, é só ter um minimo de programacao. Não sao todos os brinquedos que tem fastpasses infelizmente.

 

Dependendo do brinquedo a maquina vai ter uma aparência diferente, mas elas são basicamente a mesma coisa e são encontradas perto da entrada da fila de cada brinquedo (os que oferecem fastpass, claro). Voce enfia o ticket de entrada no buraco de cima e embaixo sai o fastpass praquele brinquedo já com o horário que vc tem que voltar. Acho que nem tem nenhum botão pra apertar, é muito simples.

 

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- Parent Swap ou Rider Switch Pass: Como fazer com criança pequena que não pode ir no brinquedo? Nenhuma crianca que nao esteja no minimo de altura do brinquedo não pode nem entrar na fila, então peça pros Cast Members que ficam na entrada da fila pelo “Parent Swap” que é um cartão vermelho que funciona assim: Um dos adultos esperam na fila normalmente enquanto o outro adulto vai esperar em outro lugar com a criança. (normalmente na saída do brinquedo, mas pergunte pro Cast Member onde o outro adulto deve esperar) Quando o primeiro adulto terminar, o segundo adulto de posse desse cartão vermelho pode passar na frente de todo mundo sem esperar na fila (update: ou entrar pela saída, como é no caso do Space Mountain), e o melhor, o cartão vale pra duas pessoas, ou seja, vamos supor: A Gabi pode esperar na fila com o Delcio enquanto vc fica com a Gisa do lado de fora fazendo outra coisa, quando eles terminarem voce e a Gabi podem passar a frente de todo mundo e ir no brinquedo. O bom é que a Gabi pode ir duas vezes só ficando na fila uma vez, e vocês dois podem ter a chance de ir no brinquedo.

 

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- Fantasyland: Fantasyland é a área atrás do Castelo da Bela Adormecida. Você passa direto por dentro do Castelo (aliás tem uma portinha mínima atrás do castelo que vc pode entrar dentro dele, não perca!) e do outro lado é o Fantasyland. É onde ficam os brinquedos mais antigos do parque, aqueles que Walt Disney supervisionou de perto e tal, então você vai ver que eles realmente parecem brinquedos antigos, alguns são até um pouco assustadores (eu acho ahhaha), mas as crianças no geral adoram e são com certeza “leves” o suficiente. Minha dica: (com criança pequena) vá direto assim que o parque abrir, pq como o parque tem muita criança pequena, adivinha quais são os brinquedos que enchem mais rápido? E como são antigos até a a fila é estreita, demorada, etc. Ficar na fila de um brinquedo novinho cheio de coisa interessante pra ver no caminho é uma coisa, mas esses do Fantasyland não são assim. E nenhum tem Fastpass. Update: Mentira, agora to lembrando que o Peter Pan tinha Fastpass e acho que tinha um o outro no Fantasyland tb, mas as filas ainda são terríveis. São um tédio. O Peter Pan enche MUITO cedo, vá logo que puder. Snow White e Pinocchio normalmente tem fila tranquila o dia todo, as xícaras tem uma fila grandinha mas anda rápido e a fila da Alice no pais das maravilhas é mais ou menos. O carrossel normalmente é rápido mas o Dumbo tem fila no sol então se estiver quente é bom ir logo. Atrás do castelo tb fica o Bibbidi Bobbidi boutique e no chão bem quando vc passa por dentro do castelo tem uma moeda dourada encravada no chão que marca o centro geográfico do parque.  Antes de passar pelo castelo, vá na direita do parque e jogue umas moedinhas no poço da Branca de Neve, assim que a moedinha for jogada ela vai começar a cantar “I’m Wishing…for the one I love…” A montanha que você ve de longe do lado direito do castelo se chama Matterhorn e tem uma “montanha russa” dentro dela. Não tem nada muito radical não, mas é bem rápida. Passando da Matterhorn e seguindo em frente você chega no Small World:

 

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Que deve estar todo adornado pro Natal e de noite ele acende e fica lindo! Entre nos barquinhos e fique com a música na sua cabeça o resto do dia. As crianças adoram.

 

- Tomorrowland: Esse reino fica à direita antes de chegar no castelo e também abriga muitos brinquedos populares com filas longas, talvez seja uma boa pra ir na manhã do magic morning ou logo cedo também Acho que todos tem Fastpass, ao contrario do Fantasyland. A Gisele pode ir no Autopia que é uma pista de carrinho com um adulto, tem o passeio de submarino com a história do Nemo que voces todos podem ir juntos, tem o Astro Blasters que tb dá pra Gisa ir. O Space Mountain acho que ela é pequena demais e o Star Tours é um simulador de nave espacial que balança bastante. Se ela for corajosa e se estiver com a altura talvez dê, mas o Lucas eu acho ele medroso e não levei. No meio do tomorrowland tem um palco que durante o dia tem “aula de Jedi”. Um Jedi Master aparece, convoca as criancas, e elas lutam contra o Darth Vader ou o Darth Maul, no final eles ganham um diploma de novo Jedi. O Lucas foi ano passado e o Thomas já foi duas vezes, se a Gisele gostar dessas coisas talvez seja interessante ver o showzinho e talvez ser escolhida (se quiser aumentas as chances, coloque nela uma camisa com cor chamativa e sente com ela bem na frente).

 

- Toontown: o reino dos pequenininhos, tem poucos brinquedos, tem mais coisa pra escalar e também tem a casa dos personagens onde voce pode encontrar com eles depois de visitar a casa inteira. Tem uma montanha russa micro que dura 10 segundos que o Lucas detesta e o Noah saiu pulando querendo ir de novo. :) A única coisa que posso dar dica, essa área não tem árvores grandes, então fica MUITO quente se o sol tiver batendo forte. Escolha um horário que seja mais adequado pra visitar pra não ficar morrendo de calor, mas o Toontown também fecha umas horinhas mais cedo que o parque (na entrada desse reino tem o horário, se for o caso)

 

Agora que já cobri todo o lado direito e parte de trás do parque, vou pro lado esquerdo do parque como se estivesse indo no sentido anti-horario já que o parque é “redondo”. Aqui vai um mapa com poucos detalhes pra se localizar melhor:

 

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- Frontierland: A principal atração é a Big Thunder Mountain que não chega a ser uma montanha russa, é divertida. Ela vai reabrir agora em outubro depois de 1 ano de modificações, então com certeza é algo que a gente quer fazer dessa vez porque se já era legal antes, agora com as novidades deve ficar ainda melhor. Do lado dessa atração fica o restaurante BBQ que eu mencionei antes. Tem uma fazendinha com bichinhos de fazenda pra fazer carinho, também tem uma área onde o Peru que é “perdoado” todos os anos pelo Presidente durante o Thanksgiving vem morar. Tem alguns stands de tiro, aquelas coisas meio velho oeste e tal, mas pra falar a verdade a gente passa direto.

 

Continuando ma mesma rua da Frontierland, você chega em New Orleans Square que é tudo com a temática de… New Orleans do século 19. :) Fica de frente pro Rivers of America onde voce pode pegar o barco Mark Twain que faz um passeio tranquilo pelo rio. É nesse rio que tem o show Fantasmic de noite.

 

- New Orleans Square: Tem o Pirates of the Caribbean que tem uma fila que anda rápido e dá pras criancas irem. É um barquinho que faz um passeio por cidades invadidas por piratas. Tem uma descida logo no começo (ou seriam duas, não lembro) não muito grande que deixa o Lucas com medo, mas não deixa o Noah com medo não. O Haunted Mansion não assusta não, pelo contrário, é bem engraçado e eu aconselho muito a ir, ainda mais agora com a decoração de Nightmare Before Christmas que eu nunca vi. As filas andam bem rápido e vale a pena ver todos os detalhes como maçanetas que mexem sozinhas, quadros cujos olhos te acompanham, e as incrições super divertidas das lápides que ficam no jardim na frente da mansão. Só tem uma hora que pode ser crítica que antes de voce entrar no seu carrinho voce entra numa sala esticante (Stretching Room) que no final as luzes apagam rapidamente e tem um grito. Mas é rápido. Pensei que o Lucas fosse chorar com o grito, mas foi tudo bem. Passando mais um pouco além da Haunted Mansion tem o Splash Mountain onde você entra num “tronco” que vai na água e vai subindo, subindo, subindo e depois desce várias descidas emocionantes. É MUITO legal pra Gabi e pros adultos, e eu já vi crianca pequenininha, mas nao acho que nenhum dos meus ia gostar muito nao. No verao vc sai completamente molhada, mas no inverno eles maneram um pouco: Dica: vá com sapato que seca com facilidade, até pq esse nao eh o unico brinquedo que molha. Aqui é onde vc vai achar aqueles restaurantes que eu mencionei com pratos típicos de New Orleans, o monte cristo, o gumbo, etc.

 

Continuando além da Splash, vc vai chegar em Critter Country, que pra falar a verdade eu nunca fui mas sei que tem o brinquedo do Ursinho Poof - The Many Adventures of Winnie the Pooh - e você pode achar os personagens desse desenho também pra tirar foto e pegar autografo, como o Piglet, Tigger, etc.

 

- O último reino pra visitar é o Adventureland que tem um passeio de barco como se estivesse na selva chamado Jungle Cruise, tem umas árvores que você pode subir que é alguma coisa do Tarzan, tem o Tikki Room, um show de papagaios animatrônicos e o favorito da minha mãe , o Indiana Jones, um passeio muito louco a bordo de um jipe. A Gisa não pode ir nesse, mas vocês TEM que ir!!! Use o Parent Swap! Update: O Indy, assim como as maiores atrações dos 2 parques, tem uma das piores/maiores filas.

 

Finalizando:

 

- Todo o Fantasyland fecha uma hora mais ou menos antes dos Fogos mas reabre depois que eles acabam, mas como normalmente Fantasyland a gente faz logo que chega e não de noite, isso nunca nos incomodou.

 

- Transitar durante as parades e durante os fogos é muito dificil. Os Cast Members colocam cordas e liberam partes que dá pra navegar, mas ainda assim é chato se estiver muito cheio. Não dá por exemplo pra vc contar de ir de Tomorrowland pra chegar a tempo de pegar um fastpass que ja esteja acabando do outro lado do parque.

 

- Se não quiser usar dinheiro na Disney, existem cartões da Disney que voce pode colocar dinheiro e usar só o cartão.

 

- Procure por Apps pra Iphone que ajudam muito a navegar. Não só eles tem os mapas, horário dos shows e as localizacão das coisas como banheiro e restaurantes, mas tambem tem informacoes uteis como o tamanho minimo da crianca pra cada atracao e o tempo de espera da fila naquele momento. Os que eu gosto de usar sao o Micechat, o Walkee e o da Disneyland mesmo.

 

- Todo mundo sai ao mesmo tempo logo depois dos fogos ou logo depois do World of Color no California Adventure, mas os parques ainda ficam abertos e é uma hora boa pra ir em brinquedo sem muita fila (se você ainda estiver se aguentando em pé).

 

- Mantenha um ritmo calmo, ainda mais se for ter 3 dias. Senão você não aguenta nem o primeiro dia. Ir em um reino por vez em vez de ficar zigzagueando pelo parque ajuda muito!

 

- Eu levei garrafinhas de água congelada (possível pq eu sempre fiquei em quarto de hotel com geladeira inteira, e da outra vez eu estava com o motorhome e tb tinha geladeira inteira), mas elas esquentaram tão rapido que eu já resolvi que não vou mais ficar chateada de comprar garrafinha d’agua por lá – update: a garrafinha custava $3 ao longo do parque em Agosto de 2013, mas no verão você quer beber água o tempo todo. Ainda acho interessante nós levarmos nossas próprias garrafinhas, pq dava pra encher no bebedouros espalhados pelo parque. O único problema é que a água nos bebedouros não era lá muito gelada no alto verão. Pode ser que a gente dê sorte e o tempo não esteja muito quente e as garrafinhas aguentem melhor.
- Isso que eu mencionei nesse email é só uma fração, mas talvez a mais importante do que vocês podem ver e experienciar, mas com certeza tem mais coisa pra fazer e ver.

 

- Depois eu faço um email parecido com as atracoes do California Adventure, mas quis mandar esse logo pq todas as coisas que requerem reserva com antecedencia estão aqui, caso vc se interesse por uma delas.

 

- Em downtown disney tem uma loja da Lego bem legal, enorme, vários restaurantes, uma loja da Disney e várias outras lojas de roupa, Sephora, etc. É um bom lugar pra ir sem precisar se comprometer a entrar em um dos parques, pq ele fica do lado de fora. Mas já tem um vibe bem legal, com músicos tocando nas ruas, etc.

 

Beijão!! Me diz se você tem alguma dúvida, mas eu sei que vai levar tempo pra ler e absorver isso tudo!

 

E agora o discurso de inauguração do Walt Disney de 1955, que ainda toca em código morse ao redor do parque, initerruptamente. Uma das razões porque eu adoro tanto a Disney de Califórnia: ter aquela impressão que WD tocou cada centímetro do parque e que se existir esse negócio de alma, a dele está alí.

 

 

Quando eu comecei a programar essa viagem eu estava num mindset “preciso voltar pra Disney urgentemente” mesmo tendo ído 6 meses antes e mesmo sabendo que o Rob não curte tanto quando eu (ele gosta, mas eu gosto demais). O mais lógico era voltar na mesma época que fomos em 2012, nas duas últimas semanas de agosto porque foi a experiência que mais deu certo pra gente: foi ótimo pra comemorar o aniversário do Lucas (que é disneymaníaco como eu), as filas já estavam bem menores, mas ainda tinha uma vibe gostosa de verão. Além disso, o meu espetáculo de fogos favorito, o Magical, acontece – acho que só – no verão. Então a viagem toda foi programada em torno dos dias que queríamos estar na Disney.

Mas claro, quando resolvemos que a viagem seria de motorhome e não de avião como eu imaginava inicialmente, uma série de problemas foram criados os quais eu apresentei nos posts anteriores da viagem pra Walla Walla. Ter muitos meses pra pesquisar nesse caso foi essencial: fiz o roteiro nos mínimos detalhes mas sabendo que como eram mares nunca d’antes navegados, que tudo, absolutamente tudo poderia acontecer. Ainda bem que meus problemas com ansiedade se resumem a dar uns gritos com o Rob de vez em quando, e ainda bem que ele tem uma paciência de Jó.

Faltando 1 semana pra viagem ou menos, eu ainda resolvi que faria uma festa de aniversário pro Lucas porque embora a viagem fosse desculpa pra comemorar o aniversário dele, eu tinha reparado – muito tardiamente – que além do primeiro ano, ele nunca tinha tido festinha de aniversário daquelas com bolo e amiguinhos. Falei com as amigas pelo Facebook pra ter uma idéia de quem ía poder vir assim tão em cima da hora, consegui um mágico que trazia até um coelhinho, resolvi que ía fazer o bolo em casa com fondant em forma de planeta Terra e um churrasco brasileiro. Minha mãe com N problemas pra resolver no Brasil sucumbiu com a pressão de vir ajudar na festa e decidiu enfim, comprar a passagem e vir pra cá num espaço de uns 3 ou 4 dias. Pronto: a festa foi um sucesso no estilo brasileiro com caipirinhas e coração de galinha, terminou no final do dia no domingo e adivinha: botaríamos o pé na estrada na manhã seguinte.

Como eu já tinha deixado quase tudo arrumado, a faxineira já tinha vindo no dia anterior, já tínhamos passado no Costco e sem precisar necessariamente arrumar malas ou escolher o que levar, não foi tão difícil assim. Simplesmente usamos caixas de papelão e cestas de roupas para carregar tudo pra dentro do motorhome que estava estacionado na frente de casa. As roupas dos adultos foram nos cabides mesmo, as roupas das crianças eu arrumei nas prateleiras e em organizadores de gavetas da Ikea. O resto foi enfiado onde dava, a geladeira abarrotada, assim como os armários da cozinha e os armários do porão da carroceria. Ainda bem que tem muito espaço porque nessa altura vocês já sabem que nada, mas nada mesmo, pode ficar solto enquanto o motorhome está em movimento.

Ainda assim, nós saímos tarde, muito mais tarde do que planejávamos e eu nem lembro porque.  A primeira decepção foi logo nesse primeiro dia, onde íamos encontrar com uma amiga que trabalhou comigo no Brasil e mora perto de onde íamos dormir em Eugene, OR. Mas com 7 pessoas dentro desse motorhome e cada um com seu próprio horário, eu aprendi rapidinho que não importa o quão organizados nós estivéssemos e quão cedo acordássemos, nós nunca íamos conseguir estar na estrada às 8 ou 9 da manhã como eu antecipava.

 

 

 

Viagem de Motorhome em Agosto de 2013 – Estados de Washington, Oregon e Califórnia

1) De Washington até Petaluma, CA

2) Norte da Califórnia – São Francisco, Petaluma, Napa, Gilroy e Monterey.

3) Solvang e Buellton

4) Disneyland e caminho de volta

 

Claro que essa lista é só das minhas primeiríssimas impressões, então provavelmente vou adicionar mais no futuro.

Desvantagens:

  1. Você fica um pouco limitado e preso a um planejamento, sem muito espaço pra novidades de última hora. Quanto maior for o RV, maior é a sua limitação.
  2. Tudo sacode bastante e muitas coisinhas se soltam durante a viagem, desde suas coisas, coisas da cozinha, até parafusos, sistema elétrico…
  3. Nem todos os motorhomes/RVs são confortáveis e tem as coisas que eu mencionei no posts passados.
  4. O espaço é limitado mesmo em um motorhome classe A.
  5. É meio nojento lidar com a parte do esgoto. Com o nosso motorhome era possível atarrachar a mangueira de esgoto diretamente no chão, então você nunca precisa se preocupar com isso, mas sei que muitos vc tem que esvaziar enquanto a segura a mangueira com os pés.
  6. Gasta MUITA, MUITA gasolina ou Diesel. O nosso modelo tem a “economia” de 8 milhas por galão (ceca de 3,38 km por litro) ou 7 (2,96 km por litro) se estiver rebocando um carro.
  7. Nem todo posto de gasolina acomoda um motorhome grande, nem todo viaduto é alto o suficiente pra você passar por baixo e você não pode parar em qualquer lugar.
  8. Os nossos cartões (não sei se todos, mas pelo o que eu vi é muito comum) não aceitam passar mais do que um certo valor, o nosso não dá pra fazer uma transação de mais de $125 (ou algo assim) em posto de gasolina, o que complica bastante quando você tem um tanque que comporta $300 dolares de Diesel. Claro que RVs menores não vão ter tanto problema, mas na nossa viagem da Califórnia vamos fazer um cartão de fidelidade com postos de gasolina comerciais que extendem a mordomia pra donos de RV.
  9. Existe um limite de quantas coisas elétricas podem estar ligadas ao mesmo tempo, mas mesmo com somente 30 amp foi tranquilo pra gente. Menos do que isso ía ficar complicado.
  10. Só o aluguel de um acaba sendo mais caro do que muitas viagens de avião ou de carro (e aí você adiciona a gasolina, mais dias na estrada pagando mais rv parks, etc).
  11. Você pode se sentir meio claustrofóbico dependendo da sua viagem, quantas pessoas e do tamanho do RV.
  12. Você não pode ir tão rápido quanto um carro em alguns trechos e dirigir em cidade é chato.

 

Vantagens (depois do que leram acima, será que tem?)

  1. O mais importante pra mim era poder ter esse tempo em família, sem nenhuma outra obrigação ou outra coisa pra fazer do que interagir um com o outro durante as viagens. O foco passa a ser 100% na família.
  2. E você pode carregar mais gente que um carro comum com bastante conforto.
  3. Poder passar uma viagem com muitas paradas sem precisar fazer a mala o tempo todo pra ficar mudando de hotel.
  4. Poder usar suas coisas como roupa de cama e toalhas e menos chance de esquecer algo em casa (ou no hotel depois de dar check-out!)
  5. Poder cozinhar na sua própria cozinha sem ficar escravo de restaurante, ainda mais por longos períodos de tempo. Isso pra mim é importante porque na grande parte dos restaurantes americanos o cardápio infantil é péssimo e limitadíssimo.
  6. Ter disponibilidade das suas comidas, ainda mais se você tiver restrições alimentares ou crianças chatinhas pra comer. Eu gosto de poder simplesmente abrir a geladeira e pegar um leite ou fruta qualquer pras crianças sem aquela enrolação de isopores e gelo derretendo. Poder guardar insulina de quem é diabético com segurança, por exemplo, deve libertar muita gente.
  7. Não precisar me arrumar pra tomar café da manhã (haha) ou gastar uma grana de serviço de quarto.
  8. Poder ter acesso a qualquer coisa, desde que organizado antes da viagem, com maior facilidade do que “no fundo da mala”. E poder pendurar roupas em vez de usar mala, (e ter uma cesta de roupa suja) é bem interessante pra mim.
  9. Uma visão mais legal e ampla das coisas ao redor da estrada.
  10. Não precisar usar banheiro público e no nosso caso, não precisar usar lavanderia pública (não que seja um problema, mas uma noite o Lucas vomitou bem tarde da noite e ter a máquina alí do lado foi ótimo)
  11. O assento do motorista é mais comfortável do que de carro, então uma viagem mais longa não é tão cansativa.
  12. Não ter o stress de fazer check-in e passar por segurança de aeroporto, correrias, horários, filas, documentos, líquidos, mau humor de terceiros, malas perdidas, blá blá blá e pra quem tem medo como eu, não precisa nem dizer que o o stress passa pra zero.
  13. Você pode viajar com seus animais de estimação sem muitos problemas, até os grandes e múltiplos.
  14. Ter a chance de levar seu carro sem precisar alugar.
  15. Mesmo o espaço sendo limitado, dá pra levar BEM mais do que em algumas malas.
  16. Ter várias tomadas comuns se precisar ligar alguma coisa durante o trânsito, como um laptop, sem gastar energia. Algumas pessoas até cozinham na crock pot dentro do pia enquanto dirigem.
  17. Muita gente faz isso em tempo integral, ou semi-integral, mas mesmo que não façam existe um certo elo que te liga a eles quando você fica num estacionamento de RVs. É verdade que a maioria das pessoas que viajam de RV é aposentada, mas tem muita gente jovem com filhos pequenos também e seus filhos acabam fazendo amiguinhos. E você acaba conhecendo muita gente legal de todas as idades.
  18. Poder acampar em lugares mais rústicos e ter mais contato com a natureza, mas com mais conforto do que com uma barraca.
  19. Os donos dos RV parks normalmente moram no próprio local e fazem de tudo, muitas vezes sozinhos. O serviço no geral me parece mais caloroso e verdadeiro do que de pessoas empregadas em hotéis.
  20. Muitos RV parks e campgrounds são voltados especialmente pra crianças e tem muitas atividades pra elas: Ice Cream Social, Karaoke, passeios de trator, infláveis, além da piscina e sala de jogos são alguns exemplos.

 

E aí, animou ou desanimou? :)

 

 

 

E o grande dia chegou. Rob foi buscar o motorhome sozinho enquanto eu arrumava as últimas coisas pra viagem. Uma grande vantagem é não necessariamente precisar de malas e é até melhor mesmo ir sem elas. Arrumei as coisas de cozinha numa caixa e um cooler só mesmo pra poder levar pra dentro do motorhome, as roupas das crianças numa mala de mão porque eu não tinha outra coisa e as nossas roupas foi numa cesta de lavanderia mesmo, assim como coisas de banheiro. Na nossa viagem da Califórnia eu vou me organizar melhor e preparar caixas tipo aquelas da Ikea pra colocar em gavetas.

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Ele chegou lá prás 11 da manhã, carregou alguns galhos das árvores do vizinho, mas sem maiores problemas. Esse dia estava QUENTE e o ar condicionado estava a todo vapor.

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Um pouco antes de sair, com as crianças já em seus lugares. Esse motorhome tem uma cama Queen dentro do quarto do casal, que fica no final dele. Dentro desse quarto  a primeira vista, você só vê a cama, uma pia daquelas redondas pequenas, espelho, e o armário dessa pia. Tem também duas janelas, alguns armários retangulares parecidos com os que aparecem na foto acima das cabeças das crianças e uma parede de armários. Dentro dessa parede de armários tem uma lavadora/secadora de roupa pequena e bastante espaço pra guardar roupas, cabides, prateleiras, etc. Esse quarto também se expande (assim como a sala/cozinha) quando vamos passar a noite, então fica bem espaçoso.

Além disso, o sofá onde o Thomas está sentado abre como uma outra cama queen que você pode usar com um colchão que já está nele, mas também pode fazer mais fofinho enchendo um colchão de ar que vem acoplado. O sofá onde o Lucas está vira uma cama de solteiro. A mesa de jantar vira uma cama que teoricamente daria pra duas pessoas, mas eu não acho que daria pra dois adultos. Do jeito que está, o motorhome tem 10 conjuntos de cintos de segurança.

As configurações de motorhome mudam muito. Quando as pessoas compram um elas geralmente escolhem a planta do jeito que elas querem, realmente tem muitas maneiras de se configurar um. Eu achei que nessa configuração tinha pouco espaço pra guardar coisas de cozinha, mas eu também acho que tem jeito pra tudo e uma boa organização é essencial. A geladeira é dessas side-by-side parecidas com as normais de casa, com bastante espaço, mas as prateleiras são mais rasas, então não é qualquer coisa que vai caber. As prateleiras também são aparafusadas, então mudar a posição delas demora um pouco. No geral, eu achei o freezer bem razoável, mais ou menos do tamanho de um freezer daquelas geladeiras de uma porta só. Nós levamos dois galões de leite, sucos, comidas em geral, sorvetes, e sobrou bastante espaço. Com certeza não deixa muito a desejar a uma geladeira side-by-side comum de casa.

A cozinha também tem um microondas e um fogão com forno. O motorhome também conta com um sistema de aspirador de pó central, então é só acoplar a mangueira nos buraquinhos que tem espalhados perto do rodapé que ele começa a funcionar, facilitando bastante na hora de limpar. Antes de chegar no quarto temos o banheiro de um lado com vaso sanitário, outra pia e bastante lugar pra guarda coisas. Do outro lado do corredor fica o chuveiro com bastante espaço também.

Como já estava ficando tarde, não arrumamos muita coisa antes de sair, só aquilo que poderia ser danificado se caísse, etc. Tudo balança muito durante a viagem. A pia tem uma “tampa” pesadona, então é um bom lugar pra deixar certas coisas. Eu fiz a grande besteira de colocar o vidro enorme de detergente de pratos em cima da pia que eu achei que estaria  seguro atrás de 2 galões e meio de água (cerca de 9 litros e meio). No meio da viagem o galão de água *E* o detergente cairam no chão. Não tivemos maiores problemas com o a água, mas a tampa do detergente quebrou e espalhou gosma azul pelo chão da cozinha toda. Foi fácil limpar com papel porque não caiu no carpete, mas realmente não dá pra confiar em deixar nada que não esteja muito bem guardado.

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Esse é um dos painéis de controle, basicamente o território do co-piloto: moi. Durante a viagem eu fico de olho na parte elétrica ou alguma luzinha significante de problema. Quando estacionamos pra passar a noite, mudo a energia das baterias pra energia da “rua”, ligo o aquecedor de água, aciono os suportes de nivelamento do motorhome (depois de chegar se está tudo desobstruído embaixo da carroceria), checo o nível das águas e ligo o segundo ar condicionado se tivermos mais do que 30 ampéres. 

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O Robert achou o assento bem confortável pra longas viagens, é super fofinho e com bastante suporte pras costas. Uma coisa ruim: rádio dos tempos das cavernas. Eu crente que ía conectar meu bluetooth nele mas vou ter que fazer de outro jeito na próxima vez.

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E pé na estrada! Essa paisagem ainda é razoavelmente perto da minha casa, mas bem no alto da montanha. Note que ainda tem neve e muitos pinheiros.

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E a paisagem muda abruptamente quando se passa pro outro lado das cadeia de montanhas Cascades e a vegetação é de deserto. Foi uma boa hora pra conversar com o Thomas (e com o Lucas) sobre a geografia do lugar, a vegetação e o relevo do estado e ouvir as observações dele.

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Não reparem a bagunça, estávamos bem cansados, mas isso foi logo que chegamos. As duas extensões da sala foram acionadas e agora temos bastante espaço para  as crianças. Você pode fechar todas as cortinas se quiser ter privacidade. As janelas também tem apenas aquela cortina meio transparente que proporciona certa privacidade, mas nós fechamos tudo mesmo porque nesse RV park as vagas eram bem próximas uma da outra.

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Walla Walla é uma cidade bem pequena mas muito simpática. A principal economia da cidade são as vinícolas, então se você gosta de wine tasting e está no estado de Washington, esse é O lugar pra se estar. Se vocês pintarem por lá, passe na vinícola Tertulia Cellars, cujo Enólogo é nosso amigo Ryan Raber. Ele é casado com uma querida amiga brasileira. O meu vinho favorito da Tertulia é o Viognier.  Nacionalmente, além do vinho, a cidade é conhecida pelas cebolas Walla Walla que são enormes e doces, algumas pessoas mordem ela inteira e crua mesmo.

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E as lojas e restaurantes simpáticas subiram a altura do tipo de gente que vai pra lá, adicionando muitas opções gourmet: até a pizza – essa era de uva com queijo de cabra, uma das melhores pizzas que já comi! Em Walla Walla você vê ao mesmo tempo restaurante de comida vegan e gente com chapéu de cowboy, e pelo o que pude notar, é uma cidade bem jovem, com muitas famílias com crianças pequenas. Vi muitas galerias de arte e uma vibe bem moderna com prédios históricos. O USA Today selecionou Walla Walla como a cidade pequena mais amigável dos EUA e ela também está em uma lista das melhores cidades pequenas do país.

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Eu queria achar uma fazenda de queijos que era mais afastada do centro de Walla Walla então fomos procurar. Não achamos, então resolvemos dirigir e ver onde dava. Não deu muito em lugar nenhum não, então voltamos.

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Essas fotos de celular não fazem justiça a paisagem, a amplidão e a solitude desse lugar. As colinas são simplesmente incríveis, cada uma com uma forma mais bonita que a outra.

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Mas nós viemos pra ver o Balloon Stampede de Walla Walla. Esse tipo de festival acontece em outras cidades nos Estados Unidos, mas eu realmente não sabia o que me esperava. Foi muito legal e as crianças amaram. O evento mesmo é de graça e você só paga pelas comidas e bebidas e tickets pras criancas irem em brinquedos. Eu ainda preciso ter tempo pra colocar as fotos feitas com a câmera, porque essas de celular realmente deixam muito a desejar. A foto de cima é do Night Glow, onde eles inflam vários balões (acho que mais de 10) assim que a noite cai e os acendem ao som de uma banda ao vivo e de um locutor bem carismático estilo locutor de rodeio.

Depois do Night Glow fomos aproveitar o que mais tinha lá, vários brinquedos infláveis, laser tag, etc. O Thomas foi subiu num touro mecânico (pequeno pra crianças), foi em outro onde ele colocava um macacão cheio de velcro e se jogava numa parede também de velcro, imagina a diversão! O Lucas e o Noah pularam e desceram nas escorregas dos infláveis até depois das 11 da noite e todo muito capotou assim que nós chegamos “em casa”.

No dia seguinte, às 6h da manhã, estávamos na continuação do festival onde eles sobem com os balões durante o dia. É muito interessante ver todo o processo de encher e eu fiquei fascinada. Eu só estava achando que eles fossem subir todos meio que ao mesmo tempo pra poder tirar umas fotos legais, mas nunca tinha mais do que um ou dois no céu. Eles subiam assim que acabavam de encher, não esperavam muito não. Apesar de estar marcado pra começar a subir às 6:30, a nossa amiga já tinha avisado que era bom chegar às 6 porque eles começam bem cedo mesmo. Depois disso eles ofereceram café da manhã com panquecas, mas a gente resolveu voltar pra arrumar as coisas e botar o pé na estrada de novo.

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E foi isso. A viagem de volta foi bem mais longa, fizemos várias paradas no meio do caminho pra esticar as pernas, pra comer, pra fazer xixi – o tanque de água do banheiro já estava todo vazio e com as solucões de limpeza e digestão!

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Quando chegamos em casa o Rob deu mais uma geral no motorhome antes de devolver, mesmo a gente já tendo deixado um brinco antes de sair de Walla Walla. Foi tudo muito legal, as crianças curtiram a novidade, e essa nossa viagem teste nos deu mais confiança pra descer até o sul da Califórnia. Muita gente não se sente confortável com esse tipo de viagem e essa era uma preocupação do amigo do Rob, mas eu prefiro do que viajar de avião (ainda mais com 3 crianças). Outra coisa importante foi ver o quanto de trabalho está envolvido em levar essa casa sobre quatro rodas (acho que tem umas 6, mas tudo bem) de um lado pro outro. Não é só ligar, dirigir e desligar: leva-se um tempo considerável preparando pra partir e pra passar a noite e realmente tudo precisa ser bem planejado e metódico. Claro que com a prática as coisas ficam mais fáceis e achamos que a viagem maior vai acontecer sem maiores problemas.

Agora eu que quero comprar um motorhome e sair por aí com a família!

 

Antes que pudéssemos falar A,  estávamos na casa do amigo do Robert entrando no motorhome pela primeira vez.  Vou falar especificamente dos motorhomes Classe A, que são aqueles que parecem um ônibus mesmo. Existe também classe B, C (o C é maior que o B, não me pergunte..).  Eu já tinha dado uma olhada boa no que poderia ser tão diferente mas realmente só estando lá dentro pra entender a dimensão do problema. Antes de ir, eu estava confiante de que eu ía dirigir 39 pés (quase 12 metros) de carroceria, mas depois disso não fiz mais questão não. Claro que numa emergência eu não teria problema em dirigir mas, sinceramente, fico mais à vontade sentada no meu banco de co-piloto, dando pitaco na direção do Robert (no meu caso era mais aquele barulho de prender a respiração em desespero) e outras co-pilotagens.

O amigo do Rob logo nos entregou 4 ou 5 folhas impressas de cada passo de tudo que se pode imaginar. Então era algo assim:

Antes de Sair (fazer todas as vezes antes de sair)

1. ligue o pré-aquecimento do motor 2 antes antes de sair.

2. verifique a pressão dos pneus (110-116 na frente, 94-100 atrás)

3. cheque o óleo, nível hidráulico, nível de água, filtro de ar.

4. verifique se não tem nenhum animal no compartimento de baterias.

5. prepare o reboque (quando a gente ainda pensava que rebocar seria mamão com açúcar)

Saída

1. remova o cabo da televisão

2. remova a água e ligue a bomba elétrica

3. conecte a mangueira de enxague

4.  lubrifique a mangueira de água do banheiro com alguma água da cozinha.

5. esvazie o tanque de água do banheiro.

10. adicione o líquido azul dentro da privada

11. adicione meio galão de água na privada

12. desligue o equipamento de alta voltagem

….

21. verifique a carga

22. feche a extensão do quarto

24. retraia os suportes de nivelamento retráteis.

25. infle a suspensão

28. pode sair.

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Quatro horas depois  de  ver como se fazer cada uma dessas coisas (mais as outras páginas) duas vezes e como fazer se algo der errado, nós finalmente ligamos o troço e fomos pra rua. Agora é fácil pra eu dizer que é tudo tranquilo, mas dessa primeira vez eu estava confinada atrás dos bancos da frente não consegui ver muita coisa. Estava tudo ok até ele decidir ensinar o Rob como usar as marchas (que na verdade são botões perto da janela) e os freios de compressão descendo numa ladeirona em semi-alta velocidade. O que acontece é que, por causa do peso do motorhome e assim como caminhões e ônibus, você não pode usar o freio de pedal por longos períodos de tempo. Se você o fizer, pode ser que não exista mais freio pra próxima ladeira, e isso é importante se você estiver descendo uma serra, por exemplo. Então você tem que ir reduzindo a marcha e usar dessa forma, e se a marcha não for suficiente, usa-se o freio de compressão. O ponto do teste era realmente chegar numa velocidade tal que você consiga controlar o motorhome só com essas alternativas, e foi tudo do tipo “muito raramente você vai se encontrar numa situação dessa, mas você precisa estar preparado E confiante na máquina”. Posso dizer que o Rob passou pelo teste de fogo com a melhor nota possível, mas nessa altura do campeonato a supracitada lista que ele nos deu e que eu segurava já tinha virado uma bola amassada com meu nervosismo.

Depois fomos praticar estacionar no pátio de uma escola que estava fechada. Quer dizer, o Rob foi aprender a fazer umas manobras mais apertadas e eu fui aprender como me comunicar com ele do lado de fora, já que é praticamente impossível estacionar de costas sozinho. Bom, pelo menos se você prezar a integridade do seu RV. A julgar pelos pedaços de silver tape que vimos no pára-choque traseiro, nem os mais experientes escapam. Então eu fiz aqueles sinais que a gente aprende com os flanelinhas do Rio de Janeiro e foi tudo bem.

Voltamos pra casa dele e demos uma olhada no reboque mas o Rob já tinha falado que não se sentia confortável em rebocar dessa primeira vez pra ir pra Walla Walla e que ía pensar se ía querer pra viagem da Califórnia, dependendo de como fosse na primeira viagem. Eu concordo que foi a decisão mais sensata por vários motivos, mas os mais importantes são: 1) fazer curva (assim como dar arrancadas pra passar pra outra pista) já é uma dificuldade sem reboque e muitas vezes requer colocar o motorhome na contra-mão por uns instantes, xingar deus e a mãe, imagina com mais vários pés atrás pra calcular; 2) rebocar acrescentaria um tempo considerável (1 h mais ou menos, pelo menos das primeiras vezes) pra fazer todas as conexões toda vez que a gente tivesse que mudar de “hotel”; 3) não são todos os carros que podem ser rebocados com as 4 rodas no chão (chamado de flat-towing ou  dinghy-towing) por causa do fluido de transmissão, principalmente em carros automáticos e com tração nas rodas da frente. Então você tem que procurar saber se o modelo do seu carro tem lubrificação suficiente (pra não acabar com a transmissão, claro!) pra isso. Infelizmente descobrimos que nenhum Toyota (os nossos dois carros são Toyota, infelizmente), Lexus ou Scion *automático* tem lubrificação suficiente pra isso, porque o motor precisa estar rodando pra lubrificar a transmissão. Alguns manuais podem e outros não, mas tipicamente um veículo pode ser rebocado com as quatro rodas no chão se tiver tração nas duas rodas de trás e transmissão manual, ou tração nas quatro rodas com caixa de transferência manual que possa ser colocada em ponto morto. Existem dispositivos que podem ser adicionados pra fazer o carro ser rebocável, como uma bomba de lubrificação, mas eles são caros e não necessariamente confiáveis. Como não nos interessa gastar dinheiro com isso, vamos alugar carro quando precisar.

Depois disso nos sentimos preparados, um pouco nervosos e super ansiosos pra começar logo a aventura!

 

A primeira coisa que fizemos quando surgiu a oportunidade de alugar o Motorhome pela metade do preço do que alugam por aí, foi exclamar: “a viagem da costa da California!!”, que era uma coisa que já queríamos fazer há muito tempo. Depois explico porque essa decisão não foi a mais acertada. Por agora digo que passamos semanas, acho que desde fevereiro, sofrendo em decidir se íamos fazer isso ou não.

Os números não batiam. Mesmo pagando a metade do preço, sairia mais caro, e bem mais caro, ir de motorhome do que de carro ou de avião. Quando falo motorhome, estou falando daqueles que são de um tamanho de um ônibus, depois explico as diferenças. Mesmo colocando hotel e voo, o preco da gasolina (no nosso caso é Diesel que é mais carinho), o aluguel do motorhome e as diárias dos RV parks (espécie de hotel para motorhomes e trailers; RV é recreational vehicle, um termo geral pra motorhomes e trailers), ficaram bem acima. Ir de carro, claro, sairia bem mais barato do que voar e nao precisariamos alugar um carro, mas sempre tivemos vontade de viajar de motorhome e a oportunidade simplesmente caiu no nosso colo. Como recusar? Algumas semanas nós resolvemos que não valia a pena, só pra logo em seguida ficar morrendo de pena. Então resolvemos ter uma conversa séria e bater o martelo que sim, ía sair mais caro mesmo, mas dane-se. E viramos a página.

O Itinerário:

A decisão de fazer a viagem não quer dizer que a idéia de todo é razoável. A viagem que eu montei com certeza vai ser ótima, mas acabou que não vai ser totalmente pela costa como queríamos. O meu primeiro itinerário, aquele dos sonhos, era completamente impossível fazer com um ônibus, logo vi que precisava cortar muitas cidades (eu queria ir pela costa do Oregon também, por exemplo) e adicionar mais dias. E mudar rotas. Pelas minhas leituras e participações de foruns online especializados, a idéia de levar um motorhome de 39 pés (quase 12 metros) pela maior parte da costa seria possível, mas fortemente não aconselhável pela quantidade de curvas e rodovias estreitas. A resposta foi unânime: muito tenso e não aconselhável pra um motorista experiente, incrivelmente mais tenso pra um motorista não experiente. Não faça.

Com a decisão de cortar as cidades de Oregon e deixar só a California mesmo, ficou mais fácil focar a viagem num período de tempo adequado: 2 semanas. Isso seria o mínimo, mas acho que uns dias a mais ficaria ainda melhor. Percebi que quase todos os donos de motorhome, ou aqueles que viajam neles em tempo integral, usavam Microsoft Street & Trips pra planejar porque funciona com GPS, tem todas as paradas necessárias dentro dele, você pode calcular/planejar gasolina, paradas, tempo e também se tem algum viaduto que é mais baixo do que o tamanho do seu motorhome. Claro que dá pra fazer tudo isso sem esse programa, mas como eu posso pegar ele de graça, foi isso que fiz e não me arrependi. Também baixei, só pra garantir que o Streets não era vacilão, uma lista de Low Clearance (passagens com o teto mais baixo do que o padrão, que é 14 pés de altura) da Califórnia pra saber se tinha algum lugar que teríamos que evitar, já que o motorhome tem 13 pés de altura.

Pesquisei o que o pessoal considera aceitável dirigir por um dia. A primeira coisa que surgiu na minha cabeça foi que devia ser diferente a sensação: será que cansa mais? Menos? E o óbvio é que em algumas situações você vai estar dirigindo mais devagar que um carro, mas felizmente dá pra acomapnhar bem o fluxo na maior parte dos lugares. O consenso é que 4 a 6 horas por dia é provavelmente adequado – muito mais do que isso começa a ficar perigoso porque realmente o motorhome sente qualquer buraquinho na estrada, então a atenção é redobrada como quem viaja numa moto, por exemplo.

O dono do motorhome nos deu dicas ótimas de postos de gasolina, RV parks que ele gostou e disse: “Essa é a primeira vez que vou deixar alguém usar meu motorhome e é só porque é pra vocês, mas vocês precisam ir numa viagem menor antes dessa grande pra ver onde vocês estão se metendo. E vou dar aula de direção e mecânica pra vocês.” Feito. Conto pra vocês mais tarde sobre a viagem para Walla Walla, WA que acabamos de fazer.

Então com a ajuda do Street and Trips, eu fui marcando as cidades com as informações que eu já tinha. Fiquei algumas semanas olhando pro trajeto e pesquisando o que queríamos fazer, e não mudei quase nada desde a primeira vez que eu usei o programa. Exceto adicionar alguns dias em alguns lugares e mudar um específico RV park que tinha que fazer muita manobra pra estacionar, ficou tudo igual mesmo depois de me aprofundar mais no itinerário, o que foi bom.

O que quero dizer com me aprofundar no itinerário? Além do óbvio de ver onde queríamos ir, tínhamos que prestar a atenção em alguns detalhes. Uma prioridade pra mim é que o local do RV park fosse de fácil acesso. Por incrível que pareça (e agradeço aos foruns especializados e ao Google Maps) alguns tem umas entradas bem complicadinhas pra um RV desse tamanho, tipo, uma pista só, super estreita e com uma inclinação que me deixa desconfortável.  Outros são em localização não desejáveis, ou muito barulhentos, ou sem muita segurança. Felizmente, existem muitos sites de reviews de RV park na internet e dá pra saber com certeza quais são os bons e quais são ruins. Existem RV parks que não tem nada e outros que são super luxuosos.

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Onde ficar?

Você pode estacionar o seu RV em RV parks, que são propriedades privadas como um hotel. Muitas vezes o dono mora no próprio local e supervisiona tudo, e geralmente eles oferecem todos os hook-ups (conexões de eletricidade, água ou esgoto) e quando isso acontece eles tem full hook-ups. Às vezes alguns sites, ou vagas, tem todos os hook-ups e outros do mesmo park tem só alguns. Existem campgrounds, que são os famosos campings, que tem lugar pra barraca e trailers/motorhomes, que também pode variar bastante como os RV parks e também existem os parques nacionais que são disputadíssimos no verão mas muitas vezes não oferece eletricidade, agua ou esgoto, então você tem que resolver com o que o teu RV é capaz de fazer. Você também pode optar por fazer Boondocking, ou Dry Camping, que basicamente é ficar num lugar, geralmente público sem hook-up nenhum, como um estacionamento do Walmart (depois de pedir permissão!), ou rest area ou truck stop, ou onde a sua imaginação levar, mas certifique-se que pode antes de dormir num lugar desses. Normalmente quem só vai passar uma noite pra continuar viagem gosta dessa opção por economizar dinheiro e já que não vai precisar de nenhum hook-up mesmo.

Eletricidade: A maior parte dos RV parks oferece hook-ups de 30 ou 50 ampéres. Se você se lembra das suas aulas de física, amperagem é a contagem de força da corrente elétrica, então se você se conecta num lugar de 30 amp, você vai poder ligar menos aparelhos dentro do RV do que 50 amp. Como vamos viajar no final de agosto, temos que garantir vagas que oferecam 50 amp, porque já notamos pela viagem da semana passada que 30 amp só deu pra um ar condicionado (o motorhome tem dois) e não deu muita vazão com temperaturas acima de 90F e poucas árvores em volta. Lembre-se que a geladeira também suga eletricidade e fica ligada o tempo todo. Uma manhã, quando liguei a televisão, algumas luzes, o microondas e o fogão ao mesmo tempo, a geladeira começou a apitar avisando que ela tinha desarmado e estava usando as baterias e propano que existem no porão do motorhome e funcionam sempre que ele não está conectado.

O esgoto: Há! Essa é a parte mais divertida. Pode ser uma coisa muito nojenta, mas felizmente o dono do motorhome já foi dizendo que eles não fazem o número 2 no motorhome e que seria melhor se não fizéssemos também. Claro que se precisasse era diferente.  Ele era piloto militar e bem metódico nos costumes deles e obviamente o motorhome dele é muito limpo. Os motorhomes tem dois compartimentos de sujeiras: Black Water – água que vem das privadas, e Grey Water, que vem do chuveiro e das pias. No RV park que nós ficamos, o grey water fica conectado o tempo todo, e só quando você quer despejar a black water que você muda uma alavanca. As nossas intruções são para despejar sempre gray water depois da black e depois enxaguar a mangueira por dentro com água limpa pra manter tudo sempre limpo antes de guardar. Existem outros detalhes e aditivos que temos que adicionar, mas isso não interessa muito agora. O Robert fez tudo sozinho e rapidamente, não se sujou e foi tudo ótimo, mas eu sei que existem dois problemas pra futuros motoristas por aí: nem todo RV park vai ter o hook-up de esgoto no seu próprio site, alguns tem um só no park inteiro e outros não tem nenhum e você tem que procurar um posto de gasolina ou rest area que tenha (internet tem listas). Não necessariamente a mangueira do seu RV alugado vai estar limpa, eu espero que sim, mas verifique antes.  Tudo isso é fácilmente contornável, mas como existe de tudo nesse mundo, é bom saber pra evitar.

Como escolher um Site:

Dentro de um RV Park tem uma variedade de vagas, e dando uma olhada em sites de reviews e fotos do próprio park você pode ter uma idéia de onde você quer ficar. Sempre tem um mapa no website deles também. Existem tipos de vagas diferentes: Pull-thru é uma vaga que você pode estacionar de frente, Back-in é uma vaga que você tem que estacionar de costas. No nosso caso, optamos por sempre estacionar de frente. Estacionar de costas requer que eu saia do motorhome e dê indicações pro Robert, é muito complicadinho mesmo e o próprio dono do motorhome teve que fazer vários reparos de batidas que ele deu fazendo manobra. Algumas vagas são enormes a ponto de você pode estacionar qualquer carro que você esteja rebocando, e outras vagas são bem curtinhas. Na hora de fazer a reserva, é só você informar alguns detalhes no próprio site deles ou ligando pra fazer a reserva, como o tamanho do RV, se tem Slide-outs (expansões da carcaça do RV que deixa o espaço interno bem maior quando estacionado), se tem carro rebocando, etc.

Muitos RV parks funcionam mesmo como um hotel, você consegue informações turísticas na recepção, eles tem banheiros públicos e na maior parte das vezes muito limpo, e também lavanderia daquelas de moedas. Muitos tem amenidades como piscina, sala de jogos, lanches, café etc. Pra você ter uma idéia, um dos que a gente vai ficar tem karaoke toda sexta, outro tem ice cream social pras crianças, pula-pula gigante e passeio turístico organizado por eles.

A vasta maioria dos parks aceita animais de estimação, mas alguns tem limites do tamanho de cachorro, ou a quantidade ou raça. Uns são tão bons nesse quesito que até oferecem pet sitting! Teoricamente você pode deixar seu animal dentro do RV com o ar condicionado ligado se você for sair – o ar pode ficar ligado o dia inteiro – mas ouvi muita gente dizer que é comum o ar desarmar e que é perigoso pois a temperatura pode ficar altíssima em pouquíssimos minutos. No inverno pode ser uma boa, ou de noite, mas no nosso caso não vamos levar nenhum dos nossos animais. Mas eu acho o máximo as fotos dos gatos viajando e pegando sol no banco do co-piloto! :)

– a seguir: aprendendo a digir o motorhome e Walla Walla –

 

Eu já gosto de colocar o pé na estrada. Viajei muito de carro no Brasil (até indo a Argentina e Paraguai) quando criança até meus vinte e poucos, e até hoje são as melhores memórias que eu tenho do Brasil. Eu já era maiorzinha quando fomos até a Bahia e Abrolhos nadar com tartarugas, fui e voltei de Florianópolis (onde morei por um tempo) trazendo uma prancha de sandboard na mala. Tudo de carro.

Acho que na época não tinha muita opção,  além do preço dos vôos serem bem mais caros e o destino – ou falta dele – pra gente era só parte da aventura. Como disse Clark Griswold em Férias Frustradas: “Chegar lá é a metade da diversão. Você sabe disso!”.

E que diversão. Como já se sabe, viajar de carro no Brasil exige uma certa dose de coragem. A rodovia da morte, entre Curitiba e São Paulo, costumava ser chamada assim por motivos óbvios e tinha (será que ainda tem?) uma quantidade tão absurda de buracos, pedaços enormes sem asfalto, que acabava com o carro e com a nossa paciência. Atravessamos – assim, no meio mesmo – de uma manada enorme de bois e vacas, e alguns touros não tão amistosos, com chifres pontudos. Vimos um carro capotar no meio do nada na Bahia e uma família inteira sair voando pelas portas e janelas. Várias crianças, bebê, um horror. Nós paramos pra ajudar com uma caminhonete de lavradores. A avó da família morreu enquanto minha mãe com o bebê deles no colo a levava – na caminhonete dos lavradores – pro hospital. Atravessamos um rio. Nós crianças entramos em pânico no banco de trás, mas você acredita que existe uma estrada em algum lugar no sul do Brasil que só passando no meio de um rio pra continuar? E ainda tinha uns carinhas faturando uma graninha pra ajudar a passar – uma espécie de flanelinha.

Você está aí de olhos arregalados achando que somos masoquistas? Nem perto. Acho que essas estórias fazem parte do que eu e minha família somos hoje. Da parte de resolver problemas quando eles acontecem, da coragem, da falta de frescura. Mas as viagens também tiveram momentos, a maior parte deles, lindos. Nadar em Abrolhos e em Recife de Fora, foi incrível. Nadar com tartarugas, muitos, muitos peixes coloridos, dar comida pra eles na boca no meio do alto mar, pisar em ouriço, ficar cara a cara com uma moréia. Tudo isso faz parte. Parar em cidades que não estavam programadas, ou outras que estavam e que surpreenderam demais – ver um festival tradicional acontecendo assim, inesperado, enquanto tomávamos um suco de pitanga estalando de fresca. Dormimos em lugares nem sempre planejados, um deles tinha um grilo cantando a noite inteira. Descemos nas crateras conhecidas como “Caldeirões do Inferno” em Furnas, com elevadores panorâmicos e gritinhos apavorados. Conhecemos uma pista de esqui perto de Joinville, e tomamos um super farto café colonial com um moleque da cidade que disse que sabia de tudo na região. Abraçamos uma árvore de tronco enorme no meio de uma floresta, e passeamos em um trem daqueles antigões em Paranaguá. Fomos até Foz, onde vimos ninhos de pássaros diferentões e fizemos pedidos com moedinhas. Conhecemos a hidrelétrica de Itaipu quando ainda parecia que nem estava terminada, mas lembro que era tudo muito grande. Tocamos nas incríveis formações rochosas de Vila Velha. Vimos plantações de café e cacau e os caras subindo nos dendezeiros pra catar o fruto do dendê e tomamos picolé artesanal de umas frutas que não conhecíamos. Andamos em ruas e praças de cidades que pareciam saídas da novela Tieta, e fomos muito bem recebidos em todos os lugares que fomos.

Ao meu ver, viajar de carro tem mais vantagens que desvantagens. Claro que dá pra fazer tudo isso indo de avião, mas alugar carro no Brasil pode ser complicado, então você acaba ficando muito restrito às cidades principais, e tem tanta maravilha nos lugares mais distantes! Mas pra tudo isso é necessário muito planejamento e muito tempo, nossas viagens eram de 1 mês. Viajar de carro te dá muita liberdade, e hoje em dia planejar é fácil. Imagine que muitas dessas viagens foram feitas há 20-25 anos atrás e tudo o que tínhamos era um mapa, uma lista de hotéis de trânsito o guia Quatro Rodas, e muita coisa ainda nos pegou de surpresa, vide o rio no meio do caminho.

Então é óbvio que depois que me mudei pros EUA, que eu ía ter planos de fazer umas coisas dessas. Nunca fomos pra muito longe, só viajamos de carro no nosso estado, e estados mais perto como Idaho, Oregon, Montana e Columbia Britanica no Canadá. Mas desde muito tempo que tínhamos uns planos mais audaciosos. Eu tenho que dizer que fiquei muito surpresa quando ouvi gente dizendo “que disposição!” quando contei dos meus planos. Eu realmente não entendo que disposição extra eu tenho que ter pra fazer uma viagem de carro sair, além do planejamento extra. Hoje em dia tudo parece tão mais fácil. O Rob também foi desses que viajou bastante de carro, mas mais na parte leste do Canadá, mas pelo menos ele também não tem medo de estrada, pelo contrário. Sabíamos que isso era uma coisa que tínhamos em comum.

Então qual não foi minha surpresa quando ele chegou do trabalho um dia e contou que tinha almoçado com um antigo chefe/amigo da Microsoft que ofereceu de alugar o Motorhome dele, enorme, pra gente fazer umas viagens. Mas isso fica pro próximo post. :)

 

*atenção, todas as fotos e vídeos foram feitos com o iPhone, então não reparem a falta de qualidade!

O Robert tinha que passar quase uma semana em Portland trabalhando e eu reparei que faltava muito pouco pro Thomas voltar a estudar e eu finalmente tinha entrado de férias. Reparei também que o aniversário do Lucas tinha passado em branco e eu queria comemorar isso e fazer algo legal pro Thomas antes das aulas começarem – eu coloquei o fator “ei, eu também acabei de me formar e quero comemorar – para fins de negociação com o marido. Smile

Pensei em ir pra Miami aproveitar uma prainha e nadar com os golfinhos, mas acabou que achei tickets pra Los Angeles (de Portland) super baratinhos e ai a coceira da Disney começou e não consegui mais abandonar a idéia. Depois que mostrei uns vídeos no Youtube pro Lucas e pro Thomas, então, o destino estava selado! O Thomas foi em 2008 mas obviamente não lembrava de nada, então foi como se fosse a primeira vez de novo, melhor ainda!

Fazia muito tempo que a gente não viajava, então a animação começou com a idéia de viajar de avião. O Lucas simplesmente ficou obcecado com a idéia, olhando pro céu e imaginando estar lá em cima. Eu aproveitei pra ir na Target pra comprar umas coisinhas pra viagem. Uma mochila de viagem não poderia faltar! Ele carrega até hoje essa mochila pra cima e pra baixo.

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A nossa viagem começou de noite, a gente tinha que dirigir até Portland, que fica a 3 horas de carro daqui. As crianças dormiram, paramos em Olympia rapidinho pra eu resolver um negócio do voluntariado e chegamos no hotel de Portland um pouco antes da meia-noite.

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O hotel que ficamos foi resolvido pelo trabalho do Robert, eles íam fazer reuniões nesse hotel pertinho do aeroporto. Fiquei preocupada com o barulho, e vimos muitos aviões passando na nossa janela, mas no final o barulho foi mínimo. O Lucas me mostrou ca-da avião que passava: “Olha mamãe, um avião!”, agora imagina isso a cada 5 minutos. O hotel Aloft foi muito legal, bem moderninho e ótimo serviço, mas não tinha restaurante e era completamente não baby-friendly. Mas enfim, foi todo pago pela empresa, então fui na onda…

Esses aviões militares faziam bastante barulho, mas felizmente só vi uns 5 deles. Lucas curtiu.

Em Portland, o que a gente gostou muito foi ter ído no OMSI – Oregon Museum of Science and Industry. Eu achei melhor e maior do que o de Seattle,  com muita coisa interessante pras crianças pequenas. Eu passei o dia lá com os três enquanto o Robert trabalhava e nem consegui ver tudo.

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Ainda bem que levei uma troca de roupa pra todo mundo na bolsa – o plano era ter ido numa prainha em vez do museu naquele dia, então não foi desesperador ter eles completamente encharcados.


Ele nunca mais vai conseguir fazer isso…

Ficaram hooooooras nessa parte de tacar bolinhas de esponja pra todos os lados.

 

Portland foi legal, passeamos bastante mas também passei muito tempo planejando a parte “boa” hahah, já que tudo foi resolvido super em cima da hora e não tive tempo de fazer nem a metade antes de sair de casa. Como ficamos muito tempo em Portland, aproveitamos pra levar todas as roupas sujas numa lavanderia antes de pegar o avião. . Algumas coisas, como fórmula e fraldas pro Noah e meus sapatos oficiais da Disney (Crocs, pode rir!) eu comprei na Amazon e mandei entregar no hotel de Anaheim. Muita coisa que eu levei no carro pensando em legar pra California, eu acabei deixando no carro mesmo. O plano era deixar o carro no estacionamento do aeroporto (eles tem 3 opções de preço, começando com o mais baratinho que era $10 por dia) pelos 6 dias que íamos estar fora.

No último dia ainda precisei fazer umas compras:  notei antes de sair de Seattle que o Lucas estava precisando trocar do tamanho 4 pra 5 mas eu não tive tempo de comprar nada. Também queria parar numa loja de brinquedo pra comprar algo pra evitar algum chilique. Eu fiquei marcada pelo o que o Thomas deu uma vez, e eu confesso que estava muito ansiosa com a idéia de viajar pela primeira vez com os dois pequenos, mesmo com o Robert junto e mesmo o vôo de apenas 2 horas. Felizmente o Lucas, que tinha acabado de fazer 3 anos, já estava mostrando sinais de mais entendimento e colaboração. Depois de muito procurar dentro da Toys r us, achei um tablet de brinquedo que tem até câmera, só que pensei em não mostrar  pra ele até o momento emergência (que nunca aconteceu!). Eu já estava levando o Kindle com vários desenhos que ele curte, uns 2 ou 3 livros e carrinhos que os dois adoram.

Eu comprei as passagens que saiam de Portland às 6:30 da manhã, e quem me conhece sabe que a essa hora eu tenho que ter um motivo muito bom pra estar de pé, mas era o que tinha disponível e funcionou muito bem porque o Noah dormiu a viagem toda de ída no colo do Robert.

Acordamos um pouco antes das 5 e pra isso foi ótimo estar perto do aeroporto. O Lucas, que estava há dias repetindo “eu quero ir pra disneyland, eu quero ir pra disneyland” ou “eu quero ir no avião, eu quero ir no avião” ad infinitum (nota pessoal: fazer surpresa da próxima vez), deu um pulo da cama sem nenhum problema, calçou os sapatos (e trouxe os meus sapatos pra eu calçar), pegou a sua mochila e ficou na porta esperando a gente.

Não importa o quanto eu tenha me planejado (obviamente preciso polir as minhas estratégias), a quantidade de malas e coisa de criança que levamos foi ridícula, eu nem olhava pra não ter um treco. O Robert me deixou na frente da porta do check-in e foi estacionar o carro porque já estávamos em cima da hora, e lá estava eu na calçada do aeroporto, às 5:30 da manhã, com:  3 crianças sonolentas, um carrinho de bebê duplo, duas cadeirinhas pro carro pesadíssimas, bolsas das respectivas cadeirinhas, mochila da câmera, mochila do Robert, mochila do Thomas, mochila do Lucas, 1 bolsa de mão de sapatos, uma bolsa de fraldas e duas malas grandes – imagina se eu não tivesse deixado coisa no carro! Aí o modo “keep calm and carry on” é acionado, eu não falo uma palavra além de pedir pro Thomas me ajudar em algumas coisas. Depois de todas as malas empilhadas feito torre de Pisa, ainda tivemos que entrar no aeroporto através de uma maldita porta giratória – naquela altura do campeonato eu não conseguia achar o botão pra fazer ela parar de rodar – e a porta normal que tinha do lado não era larga o suficiente pra passar com tudo. Então foi uma coisa meio “Os três patetas”, mas conseguimos entrar sem maiores problemas.

Quando já estávamos dentro do avião, o Lucas estava animadíssimo olhando pela janela, o Noah voltou a dormir,  o Thomas ficou esperando a hora de jogar seu nintendo ds, e a gente conseguiu respirar. Embora as crianças tivessem tomado leite antes de sair do hotel, o Rob e eu estávamos de estômago vazio, mas não sentimos nem fome.

Toda a viagem correu muito bem com o que tinhamos disponível. O Lucas ficou a maior parte do tempo entretido com a viagem em si e se comportou muito bem. Embora ele já não use mais fraldas, eu coloquei uma pull-up caso algo acontecesse. Não só durante o vôo, mas a viagem inteira, ele não teve nenhum acidente e até aprendeu a fazer xixi de pé enquanto estávamos na California.

 

Eu não tinha reparado que estava há 8 meses sem pintar por aqui. Foi um ano corrido até agora, estudando muito. Mas agora só tenho mais 1 semaninha pra acabar e aí vou ter mais tempo. O único problema é que estou com vontade zero de escrever, muito menos vontade de falar sobre a gente. Mas esse blog aberto aqui quase que impõe que eu tenho que escrever e fazer isso como obrigação nunca funciona.

Então penso em transformar ele em algo mais direcionado a saúde da mulher, porque é o campo que estou me aventurando hoje em dia. No início do ano virei voluntária numa prisão de mulheres, e trabalho como Doula. Ano que vem, pretendo entrar num mestrado em Nurse-Midwifery, onde poderei prestar serviços ginecologicos e obstétricos (Exceto cirurgias, mas procedimentos pequenos eu estarei capacitata a fazer) na minha própria clínica e contar ainda com privilégios em hospitais. Escreverei mais sobre midwifery no futuro, mas achei interessante escrever agora sobre o que uma Doula de Prisão faz.

O que é uma Doula?

Doulas são amortecedores afetivos. Funcionam para proteger as pacientes das inúmeras provas, dúvidas, angústias, às quais ela é submetida durante o nascimento de uma criança. (…) O nascimento humano provoca uma gama de sentimentos que normalmente não experimentamos no nosso dia-a-dia. É um momento muito mágico e muito poderoso. Por isso, as pessoas que estão presentes neste momento, são imanadas de uma energia muito especial, que impregna seus corpos e almas com uma luminosidade lilás e brilhante. As doulas, mulheres como as parturientes, são abençoadas com a dádiva da cumplicidade, e recebem como prémio a gratidão eterna.

Dr. Ricardo Herbert Jones, obstetra brasileiro e coordenador da Rede para a Humanização do Nascimento (ReHuNa) no Brasil.

 O que é uma Doula de Prisão? Isso é comum? É igual do lado de fora?

Existem pouquissimos grupos de doulas de prisão nos EUA. O que os grupos fazem em diferentes estados diferem muito, até porque a lei é diferente, os grupos começaram com ideologias diferentes e os contratos são diferentes. Não existe uma regulamentação em comum pra quem trabalha como doula (não é um papel clínico) e muito menos pra quem presta suporte emocional dentro de uma prisão: é mais ou menos oferecer qualquer ajuda pra quem está desprovido de muitos direitos como cidadão.

E por que eu escolhi justamente trabalhar numa prisão em vez de trabalhar com pessoas de fora, e ganhar dinheiro?

Meu interesse é trabalhar pra melhorar um sistema que hoje em dia não oferece na sua totalidade, o básico da existência humana. Um sistema cuja as pessoas saem piores do que entraram e um sistema que convenientemente esquece das regras que eles mesmo criaram. Um sistema que acha que quando um problema é muito grande pra resolver, é melhor então jogar lá no fundo, esquecido, pra que a gente não precise encarar o problema de frente. Um sistema, principalmente, que usa da mão forte pra subjugar quem já nasceu subjugado. Eu acredito que os cuidados médicos e emocionais não deveriam nunca ser opcionais!

Eu diria que hoje em dia eu sou uma reformista, enquanto que trabalho lado a lado com pessoas com ideologias bem mais radicais, e a parceria funciona muito bem. Na verdade, não sei como seria trabalhar sem ter essa união de novas ideias e sem estar debatendo sempre.

E o que você faz como Doula de Prisão?

Nós não trabalhamos no sentido mais tradicional de ser uma doula o tempo todo, até porque a porcentagem de mulheres grávidas na prisão é pequena. Nos fazemos consultas individuais com mulheres de todas as idades, grávidas ou não, na parte da manhã, na clínica da prisão. De tarde, fazemos uma discussão em grupo, no prédio de educação, também com quem quiser aparecer. Nosso grupo sempre tem de 15 a 20 pessoas comparecendo, e recentemente nossa lista de presença chegou nos 25, que é o máximo que a sala pode suportar por questões de segurança.

Nos nossos um-a-um, eu entro com uma cliente numa sala de consulta e normalmente não pergunto quase nada, mas faço anotações de coisas que ela esteja em dúvida no momento, pode ser coisa de saúde da mulher, pode ser coisa de reintegração na sociedade (como pesquisar empréstimos pra fazer faculdade), pode ser coisa que tenha a ver com a guarda dos filhos. Quando volto pra casa, pesquiso aquilo que elas querem que eu pesquise, e trago uma pilha de papeis na semana seguinte, números de telefones de interesse, livros, etc. Muitas mulheres adoram ter esse momento um-a-um com alguém de fora da prisão, pra poderem esvaziar o peito de todas as suas agruras, preocupações, medos… e certamente pra quem está grávida, é uma maneira de ter o tratamento personalizado e sem julgamentos que de outra forma elas não teriam.

As nossas sessões em grupo são sempre muito divertidas mas poderosas! No ínicio do mês fazemos o calendário dos assuntos que vamos discutir o mês inteiro, mas a conversa varia muito. Já até tivemos yoga prenatal – nenhuma das poucas grávidas quis participar, mas foi divertido!), mas normalmente falamos de direitos dentro da prisão, guarda dos filhos, controle de natalidade e muitas vezes a conversa acaba mudando dependendo de quem esteja lá. Nós sempre rimos muito, mas também ficamos tristes e sempre tem alguem que chora.

Quando alguém entra em trabalho de parto, a prisão liga pro nosso doula-phone secreto e nos avisa que a pessoa está indo pro hospital que fica em outra cidade. Nós somos as únicas voluntárias que então, podemos tocar na mulher incarcerada e somente no hospital. Além do suporte do parto e amamentação em si, nós garantimos que a mulher não seja algemada enquanto estiver lá (proibido por lei, mas nem sempre seguido) e que o bebê fique com a mãe por 24h inteiras – direito também assegurado por lei, e muitas vezes esquecido.

Por quanto tempo você vai fazer isso? O que vem pela frente?

Pra sempre, se me deixarem. Estou submetendo a minha aplicação pra entrar num mestrado de Enfermeira-obstetra (ou Nurse-Midwife, mas isso fica pra outro post!) no meio do ano que vem e poder assim efetivamente tentar melhorar o sistema. Nessa nova capacidade, vou tentar assegurar o melhor tratamento e parto pra mãe e bebê de acordo com seus desejos mais pessoas, levando em consideração seus traumas – coisa que não acontece hoje em dia. A maior parte das mulheres tem histórias horríveis pra contar de abuso sexual, de abuso na família, de vidas muito, muito difíceis, e o que eu realmente quero mudar é que elas continuem sendo ainda mais massacradas pelo sistema que não sabe lidar com isso, forçando procedimentos desnecessários e esquecendo outros muito necessarios. Hoje em dia, o sistema carcerário efetivamente acaba agredindo mais ainda essas mulheres que, na vasta maioria das vezes, nunca tiveram uma oportunidade na vida.

 

 

Estive cheia de provas e fazendo coisinhas em família e tudo ficou meio parado nessas últimas semanas. Mas algumas das minhas últimas:

1- pintamos o teto da sala de jantar de branco, deu uma melhorada considerável no ambiente. Ignore as muitas marcas na parede, estamos testando cores. Antes eu achava escuro mesmo com as 9 lâmpadas do chandelier acesas, agora, felizmente a luz reflete e clareia bastate. Tanto que a minha idéia era de mudar a cor das paredes dessa sala e agora estou em dúvida. Rob e eu resolvemos deixar cinza por enquanto, terminar a decoração toda dessa sala antes de decidir se queremos mudar ou não. Vamos fazer várias coisas essa semana pra preparar a casa pro Natal, então logo terei fotos mais legais: meus planos são de fazer uma credenza (um hack da Ikea!), comprar capas brancas pras cadeiras, pintar os corredores (o Rob já está pintando alguns quartos e tetos) e talvez fazer a parede galeria, mas não sei se vou conseguir fazer isso tudo. E mais pra frente pretendo colocar um tapete, talvez fazer cortinas com um tecido que eu adoro. O lustre eu queria mudar, mas também não está na lista de prioridades.

Notaram também que eu mudei a orientação da mesa e do lustre? Embora não pareca na foto, tudo flui bem melhor dessa maneira. Depois que terminar a credenza vou poder determinar se vou tirar as extensões da mesa ou não, por enquanto está com as duas.

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2 – Pintamos, depois de uma odisséia sem tamanho, a mesa de jantar de preto. Eu comprei essa mesa há 7 anos atrás na Pottery Barn com a cor “Mogno”. Meu engano foi achar que eu poderia lixar ela todinha e usar uma outra tonalidade de madeira nela, menos avermelhada. Nem queira saber o que eu descobri depois de semanas lixando até a madeira.. Enfim, depois de muito suor e lágrimas perdidas retirando todas as camadas de polyuretano, acabamos pintando… mas eu gostei. Eu estava com medo de pintar logo de preto, mas depois que o teto ficou branco a coisa fluiu melhor. E de novo usamos a tinta Advance da Benjmanin Moore, que é ideal pra móveis: ela é auto-nivelante e o acabamento fica muito bom. Depois que pintei os móveis do Thomas eu me apaixonei de vez por essa tinta, que é à prova de burradas.

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Comprei uma cômoda vintage e pequenininha pra colocar na entrada da minha casa, por $20. Eu me encantei por ela mas a madeira está bem arranhadinha. Vou arrumar um tempo pra pintar ela antes do Natal e coloco o antes e depois aqui.

 

Semana retrasada o Robert acordou às 5h da manhã (eu levantei com ele pra arrumar o carro e fazer algo pra ele comer na viagem), dirigiu 3 horas e meia até uma cidadezinha perdida no meio do estado de Oregon pra se encontrar com um caminhão vindo do Texas com um carregamento precioso: 15 cães da raça Montanha dos Pirineus que não só foram abandonados mas foram pegos pela carrocinha e estavam marcados pra serem sacrificados no dia em que foram salvos.

Aqui nos EUA e em muitos outros países, muitos cachorros em diversos tipos de trabalho. No Brasil, a gente está mais acostumado a ter cachorros como animais de estimação ou como guarda da casa, salvo os que são cães de terapia. E no caso do Great Pyrenees, eles são usados de forma bem : cão de guarda de ovelhas nas fazendas, pra protegê-las de predadores, como lobos e ursos. Não são cães de pastoreio como o Border Collie. São branquinhos pra sumir no meio das ovelhas e fazem delas a sua matilha. Têm um instinto bastante protetor mas é delicadíssimo com coisas pequenas, como ovelhinhas ou no nosso caso, com crianças.

Aí, você me pergunta, como é que essas criaturas fofíssimas se encontram aos montes nos abrigos?O que acontece é que como esses cães (estou generalizando muito) são vistos como um bem da propriedade e se eles não fazem o trabalho deles direito, eles são “despedidos”. Assim como uma vaca que não dá leite, um cão de guarda que não guarda não tem lugar na fazenda. Claro que não são todos, nem a maioria dos fazendeiros que enxergam as coisas tão preto no branco assim, e todo fazendeiro que eu conheço tem amor por todas as criaturas e jamais faria uma coisa dessas. Mas sempre tem uma banda podre em qualquer palácio ou sarjeta do mundo.

Além disso, se você precisa vender ou doar um animal, existem maneiras de se fazer isso. Se você não pode mais arcar com as responsabilidades de ter um animal, os abrigos estão aí pra ajudar nessa transição. Só que mesmo ciente dessas opções muito optam por simplesmente largar na rua. Chame do que quiser, covardia, medo de ser crucificado, sei lá. Não tenho problemas com quem tem que doar, mas faça direito. Tem opção, sempre tem.

Quando a gente comprou a Gwen, o Pyr estava em segundo lugar na nossa lista porque estávamos atrás do que chamam de cachorro-babá, aqueles cães bem tolerante com certos abusos de crianças. Dizem que quando os Pyrs se juntam com crianças se sentem no “paraíso dos Pyrs”.

Pois bem, escolhemos uma cadelinha dessa raça no site Petfinder.com que disponibiliza todos os animais disponíveis pra adoção nos abrigos de todo os EUA e Canadá. Acabou que o abrigo nacional dessa raça disse que aquela cadelinha que gostamos já estava com outra família, mas que tinha uma outra cadelinha bem calma, de mais ou menos 2 anos, brincalhona mas não demais, o que seria ideal pra gente com criança pequena. Ficamos então esperando duas semanas pro tal caminhão vir de Houston pra Oregon pra adotar a Lily.

Pedi pro Rob ligar o skype no iphone dele assim que ele chegasse lá pra eu poder acompanhar como se eu estivesse também. A moça que manteve os cachorros na casa dela em Houston veio no caminhão junto e já tinha avisado que a Lily (ela se chamava Demi no abrigo) não gostou nada dessa idéia de ficar na caixa de transporte. Foram 4 dias de viagem de caminhão! A pobre estava super suja, estressada, apavorada, ofegante até dizer chega.

Depois de tentar levar ela pra um breve passeio (o que não funcionou muito bem, tamanha agitação dela), o Robert colocou ela dentro do carro (fiz uma cama com lençóis velhos mas com o nosso cheiro) e veio. Ela ficou um tempo acordada no carro, mas dormiu o resto da viagem.

É comum eles não comerem no transporte e dormirem direto por vários dias após esse stress todo e foi o que ela fez. Eu nem acho que ela está muito acostumada a comer ração, porque ela come só porque está com muita fome. Talvez por isso ela esteja tão magrinha!

Grave bem essas fotos dela, ano que vem ela vai ser outra. A pelagem de inverno vai crescer apropriadamente (em Houston é muito quente, então o pêlo deles não enche tanto), as manchas da pelagem dela vão desaparecer, ela vai voltar ao peso ideal e ela vai parecer um algodão doce (palavras da minha amiga Karol).

Assim que ela chegou, ja foi logo fazendo amizade com as crianças, o Lucas fica num agarramento com ela o dia inteiro! Ele chama ela de Niny hahahaha, até me confunde às vezes. Mas assim que ela pisou no nosso gramado pela primeira vez (nem sei quando foi a última vez que ela sentiu grama debaixo nas patas!) ela rolou, correu, deitou de barriga pra cima: como ela ficou feliz!

Nasceu de novo!

Como era de se esperar, ela é a descrição perfeita do touro na loja de louças, exceto quando está perto das crianças – aí é de uma delicadeza sem tamanho. Mas ela não está acostumada a ficar dentro de casa, se sente confortável só do lado de fora, parece uma girafa subindo escada e não sabe andar na guia… qualquer barulhinho a deixa apavorada e ela sai correndo pro jardim. Mas eu já ensinei o sit e  down e estamos trabalhando na guia!

Ela é muito meiga e mansinha, não dá trabalho nenhum, nenhum. Só precisamos agora descobrir como fazer pra ela parar de roubar as meias do Noah. Winking smile 

 

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E pra quem perguntou da Chloe, está a mesma coisa que era com a Gwen. Elas podem ficar num mesmo cômodo e até bem perto uma da outra, mas se evitam. Ontem a Lily passou o rabo na cara da Chloe e a Chloe ficou toda desconcertada sem saber de onde aquele rabo tinha vindo, se é que sequer viu que era um rabo.